Localizado no centro do Rio de Janeiro, o Palacete Imperial, um edifício que data de 1862 e foi testemunha de eventos importantes como a Proclamação da República, encontra-se em um estágio avançado de degradação. Desde 2008, o local está interditado pela Defesa Civil em razão do risco de colapso, o que desperta inquietação tanto entre moradores quanto entre aqueles que visitam a área.
Agudização da Situação
Nos últimos anos, a condição do Palacete piorou, com relatos de depredação e ocupações irregulares por pessoas em situação de vulnerabilidade. Apesar das promessas de revitalização que surgiram ao longo do tempo, até agora nenhum projeto foi concluído, conforme afirmam os moradores da região.
Histórico de Propriedade e Gestão
A propriedade do Palacete é da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que a adquiriu em 1978. O espaço já abrigou a Escola de Comunicação e o Instituto de Eletrotécnica. Em 2012, com a intenção de criar o Centro Nacional de Arqueologia (CNA), a gestão do local foi transferida para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No entanto, as conversas sobre a implementação desse projeto não avançaram, resultando na solicitação do Iphan para o término do contrato de responsabilidade com a UFRJ.
Ações Emergenciais
O Iphan informou ter realizado intervenções emergenciais e limpezas no Palacete, porém ressaltou que a finalidade original do edifício não será mais mantida. O Centro de Operações Rio também confirmou que desde a interdição, a Defesa Civil realizou aproximadamente dez vistorias, notificando tanto o Iphan quanto a UFRJ sobre as preocupantes condições estruturais do prédio.
Aguardando Resposta da UFRJ
Até o fechamento desta reportagem, a UFRJ foi contactada para se pronunciar sobre a situação do Palacete Imperial, mas não ofereceu qualquer resposta.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
