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Comece o dia bem informado! 18 de agosto de 2026

Brasil deve ampliar comércio exterior, defende Durigan

Durante um evento em São Paulo nesta segunda-feira (17), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sublinhou a fundamental necessidade de fortalecer as relações comerciais do Brasil. Ele advertiu que o país não pode se tornar excessivamente dependente de um único parceiro comercial, independentemente de ser na América do Norte ou na Ásia.

O ministro observou que há um crescente interesse de diversos países e investidores no Brasil, que agora é visto com uma nova perspectiva de segurança e previsibilidade em um cenário global repleto de incertezas. “Devemos fazer do Brasil um porto seguro”, foi sua afirmação.

Estratégia de Diversificação

A abertura comercial, segundo Durigan, precisa ser baseada em negociações diversificadas para evitar a submissão a uma única nação. Ele também destacou que o país tem consciência de suas fortalezas e fraquezas.

Esse posicionamento é especialmente relevante em um momento de tensões nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, o governo brasileiro iniciou um processo para avaliar ações contra tarifas que foram impostas unilateralmente pelos EUA às suas exportações, utilizando a Lei da Reciprocidade Econômica, estabelecida no ano passado em resposta a ações semelhantes do governo anterior dos EUA.

Estabilidade Fiscal e Reforma Tributária

Durigan também enfatizou a urgência de implementar medidas fiscais rigorosas, como o bloqueio de orçamento e a restrição de despesas obrigatórias, para assegurar a estabilidade financeira do país. “É essencial manter uma trajetória fiscal estável”, declarou.

Em relação à reforma tributária, ele reconheceu que as modificações propostas podem ser desafiadoras, mas expressou a crença de que 2027 será um ano decisivo para sua transição, estabelecendo um sistema mais eficiente ao longo prazo.

Por último, Durigan abordou a questão das taxas de juros, ressaltando a inviabilidade de lidar com a questão do crédito sem a implementação de “juros civilizados”, que são considerados essenciais para os ajustes econômicos que o Brasil precisa para se desenvolver.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.