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Comece o dia bem informado! 20 de agosto de 2026

População de rua do Rio de Janeiro é a segunda maior do Brasil

No Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, celebrado na quarta-feira (19), é importante ressaltar a preocupante situação do Rio de Janeiro. Segundo o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), o estado possui 35.406 pessoas vivendo nas ruas, o que o coloca em segundo lugar no país, atrás apenas de São Paulo, que tem 159.290 indivíduos nesta condição.

Realidade de vulnerabilidade

Dentre as várias causas para o aumento da população em situação de rua, destacam-se a pobreza extrema, a interrupção de vínculos familiares e a dificuldade de acesso à moradia e ao trabalho. Em resposta a essa grave situação, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou diversas leis para melhorar o acolhimento e garantir direitos, promovendo também a autonomia desses indivíduos.

Legislação direcionada à população vulnerável

A Lei 9.302/21 criou a Política Estadual para a População em Situação de Rua, que reconhece essa população como vivendo em condições críticas de pobreza e sem moradia digna. Essa legislação garante acesso a políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho e moradia, além de instituir uma rede de acolhimento e programas voltados para a qualificação profissional.

Além disso, a lei proíbe qualquer forma de discriminação no atendimento a essas pessoas com base em sua condição econômica, etnia ou saúde, incluindo situações relacionadas ao uso de substâncias psicoativas.

Números nos municípios do Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro se destaca com 22.352 pessoas vivendo nas ruas. Os dados de outras cidades do estado são os seguintes:

  1. Niterói: 1.015;
  2. Duque de Caxias: 977;
  3. Nova Iguaçu: 727;
  4. Volta Redonda: 488;
  5. São Gonçalo: 484;
  6. Maricá: 471;
  7. Macaé: 402;
  8. Cabo Frio: 333;
  9. Petrópolis: 305.

Histórias de resiliência

Um caso inspirador é o do escritor Leonardo Motta, que enfrentou problemas com dependência química e viveu nas ruas por mais de um ano. Com nove anos de sobriedade, Leonardo já publicou três livros e busca dar visibilidade às experiências da população em situação de rua, editando a Revista na Calçada. Ele irá participar de um evento na Biblioteca Estadual, onde debaterá a realidade e os desafios enfrentados por essas pessoas.

“O conselho que deixo para quem está nessa situação é que aceite ser ajudado. É crucial que, de um lado, haja alguém disposto a oferecer ajuda e, do outro, que a pessoa aceite essa ajuda.”

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.