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Comece o dia bem informado! 20 de agosto de 2026

Fundação lança edital para acesso à saúde mental em São Paulo

A Fundação Tide Setúbal, com o intuito de aumentar o acesso a cuidados de saúde mental em regiões periféricas, anunciou a terceira edição do Edital Territórios Clínicos. O programa buscará selecionar dez organizações, coletivos e grupos de todas as partes do estado de São Paulo para oferecer suporte financeiro e técnico por um período de três anos.

Os interessados poderão se inscrever até 31 de agosto de 2026, por meio da plataforma oficial do edital. Estão elencadas para participar entidades da sociedade civil, coletivos e grupos, que podem ou não ter CNPJ, desde que suas atividades estejam voltadas ao atendimento psicológico, capacitação de profissionais ou produção de conhecimento em saúde mental.

O processo seletivo será estruturado em três etapas: a primeira consistirá na análise das propostas e planos de ação; a segunda envolverá entrevistas com os candidatos pré-selecionados; e a terceira será a avaliação final, realizada por um comitê que incluirá especialistas em saúde mental e representantes da Fundação Tide Setúbal. Os resultados do processo de seleção serão divulgados em dezembro de 2026, e as atividades têm data de início prevista para 2027.

Serão destinados R$ 2 milhões, com um aporte de R$ 200 mil para cada entidade selecionada. Além do apoio financeiro, as organizações escolhidas passarão por um programa de capacitação com o objetivo de fortalecer suas estruturas e potencializar o impacto de suas iniciativas.

Desde a criação do edital em 2021, a fundação já apoiou 17 organizações, totalizando um investimento de R$ 2,2 milhões. Na edição anterior, uma campanha de matchfunding arrecadou R$ 597.476, evidenciando o potencial de mobilização em torno da saúde mental.

Fernanda Almeida, coordenadora do Programa Saúde Mental e Territórios Periféricos, ressaltou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Rede de Atenção Psicossocial, afirmando que a rede pública, sozinha, não consegue atender a todas as demandas nas áreas periféricas.

“Diante da complexidade dos desafios presentes na saúde mental, é essencial considerar as particularidades dos territórios. O fortalecimento de coletivos locais que tratam de questões como desigualdade e violência é crucial”, explicou.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com transtornos mentais. No Brasil, houve um aumento de 68% nas licenças médicas relacionadas à ansiedade e depressão em 2024 em comparação ao ano anterior, enquanto os atendimentos em saúde mental pelo SUS continuam em expansão crescente.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.