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Comece o dia bem informado! 21 de agosto de 2026

Rio de Janeiro implementa ação de prevenção ao El Niño

O estado do Rio de Janeiro está lançando um programa abrangente para enfrentar as dificuldades decorrentes do fenômeno climático El Niño, com a colaboração de autoridades municipais e estaduais. Desde o início de julho, foi formado o Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño, que se reuniu em 20 de agosto para definir estratégias de prevenção e respostas proativas aos impactos esperados.

As previsões para este ano indicam que o El Niño, que se caracteriza por um aumento anômalo na temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial, apresentará um comportamento mais intenso, sendo considerado um “Super El Niño”. Este fenômeno pode causar sérios problemas, como escassez de água, incremento dos incêndios florestais e eventos climáticos extremos, afetando diretamente a saúde pública, a agricultura, o fornecimento de água e a segurança da população.

Ações do programa

Lançado para abordar essas questões, o Programa Antecipar e Reagir ─ Impactos do El Niño tem como foco a prevenção e a identificação de riscos antes que desastres aconteçam. De acordo com o governo fluminense, “o objetivo é planejar ações eficazes e estimular uma colaboração mais intensa entre o estado e os municípios”.

Este comitê está estruturado em quatro câmaras técnicas: Defesa Civil; Saúde; Ambiente e Sustentabilidade; Além de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior. Dentre as iniciativas, destacam-se a realização de treinamentos para as equipes municipais e a implementação de um novo sistema de monitoramento para detectar as áreas mais suscetíveis a fenômenos climáticos severos.

Impactos já percebidos

As autoridades mencionaram que os efeitos do El Niño já são evidentes, com um aumento de 100% no número de incêndios florestais em julho de 2023 em comparação ao mesmo mês do ano anterior. O coronel PM Tarcísio Sales, secretário de Defesa Civil, ressaltou que as condições climáticas atuais, como a baixa umidade e os ventos fortes, têm contribuído para a elevação na frequência desses incêndios. Embora a Região Serrana tenha um risco maior, a preocupação se estende por todo o estado.

A reitora da Uerj, Gulnar Azevedo e Silva, alertou que as desigualdades sociais no Rio podem ser intensificadas pelos efeitos adversos do clima, e sublinhou a importância da cooperação entre universidades e governo para amenizar esses impactos.

Prevenção é fundamental

Rodrigo Mascarenhas, secretário de Ambiente e Sustentabilidade, também destacou a relevância da participação da comunidade na prevenção de incêndios. A conscientização sobre os riscos, como o descarte inadequado de lixo e a soltura de balões, é crucial para a proteção dos ecossistemas. Ele ainda enfatizou a necessidade de manter os cursos de água livres de poluição, enfatizando que a degradação dos corpos hídricos pode ter consequências severas.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.