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Comece o dia bem informado! 24 de agosto de 2026

Dino anula emendas de dirigentes partidários sem mandato

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão que anula as indicações de emendas parlamentares propostas por dirigentes de partidos sem mandato e ex-parlamentares. Essa ordem significa que essas indicações não serão consideradas para a execução de despesas públicas, impactando a gestão dos recursos do orçamento.

Dino instruiu os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado a imediata notificação de suas equipes técnicas sobre essa nova diretriz. A decisão vai afetar os presidentes de partidos que não têm mandatos, bem como aqueles que já foram parlamentares, mas não ocupam atualmente cargos eletivos.

Emendas sem legitimidade

O ministro alegou que somente dirigentes com mandato possuem a legitimidade necessária para realizar indicações, distribuição ou alocação de emendas. Portanto, indicações feitas por pessoas sem mandato não serão aceitas nas práticas administrativas ligadas ao Orçamento.

Adicionalmente, qualquer documento que atribua a autoria de emendas a dirigentes partidários sem cargo eletivo ou a ex-parlamentares será considerado sem validade, incluindo ofícios, planilhas e outros registros administrativos.

Reforço no controle das emendas

Essa decisão se insere em um movimento mais amplo de Dino para reforçar a fiscalização sobre a destinação de emendas. Temas como aumento da transparência e regulamentação da participação de pessoas sem mandato estão sendo discutidos no STF, especialmente após críticas a práticas que seriam vistas como uma “terceirização” desse processo.

Em uma decisão anterior, Dino havia solicitado ao Congresso esclarecimentos sobre irregularidades na distribuição de recursos, ressaltando que apenas parlamentares legitimamente eleitos deveriam fazer as indicações das emendas.

Impacto nas investigações em curso

A determinação ocorre logo após o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e de R$ 6 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha, ambos implicados em investigações sobre a destinação de emendas feitas por não parlamentares.

É importante destacar que, enquanto o caso de Cunha é relevante por sua experiência anterior no Congresso, Valdemar Costa Neto, atualmente, não ocupa nenhuma função eletiva, mas preside um partido influente.

Diretrizes para o Congresso

A decisão de Dino determina que as áreas técnicas da Câmara e do Senado ignorem quaisquer indicações de emendas feitas por dirigentes de partidos sem mandato ou ex-mandatários em suas atividades de gestão de despesas públicas. Essa orientação ressalta a necessidade de que as indicações de emenda sejam exclusivamente realizadas por parlamentares em exercício, assegurando a conformidade com as normas orçamentárias federais.

Eventuais ações que contrariem essa determinação poderão levar a investigações de responsabilidade, sinalizando um movimento em direção a um maior rigor na utilização de recursos públicos e promovendo a responsabilidade dos envolvidos no processo legislativo.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.