Pular para o conteúdo
August 11, 2026

Controle do colesterol deve iniciar na infância, afirma especialista

No sábado, dia 8, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) trouxe à tona a importância da prevenção e do controle do colesterol, em celebração ao Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol. O cardiologista Renato Jorge Alves, que é vice-presidente do Departamento de Aterosclerose, enfatizou que a idade inicial de realização dos exames de colesterol deve ser a partir dos 10 anos.

Além da análise dos níveis de colesterol, Alves sugere que uma avaliação de glicose também deve ser incluída. Essa prática é fundamental para antecipar problemas cardíacos e possibilitar intervenções necessárias de forma precoce.

Manter hábitos saudáveis é imprescindível. O médico destacou a relevância de uma dieta equilibrada e da prática regular de exercícios físicos para o controle do colesterol, o que minimiza o risco de infarto. Ele também fez um alerta sobre a desinformação em relação a tratamentos, afirmando: “Evite médicos que desencorajam o uso de medicamentos para controle do colesterol, pois isso é uma falácia”.

Desmistificando dietas populares

A dieta carnívora, atualmente em alta, foi criticada por Alves, que ressaltou que uma alimentação balanceada é crucial na regulação do colesterol e que o consumo excessivo de carne vermelha pode ser prejudicial. “Dieta à base de carne é rica em gordura saturada e não é recomendada”, afirmou. Alves ainda observou que essa prática alimentar pode elevar o ácido úrico e agravar problemas cardiovasculares.

Estilo de vida saudável

Para um estilo de vida saudável, não apenas a alimentação é importante, mas também a prática regular de exercícios. O cardiologista recomenda que as pessoas se exercitem entre 150 e 300 minutos por semana. A qualidade do sono também foi mencionada como um fator que impacta o metabolismo; a falta de sono pode elevar os níveis de colesterol e triglicerídeos, aumentando o risco de aterosclerose.

Medicamentos e tratamento

Quando se trata da hipercolesterolemia de origem genética, o uso de medicamentos como estatinas se torna imprescindível. Alves enfatizou que é vital não interromper o tratamento, pois a falta de medicação pode acarretar consequências graves. “Eles não apenas reduzem o colesterol, mas ajudam a evitar infartos e acidentes vasculares cerebrais”, explicou, referindo-se à desinformação que circula nas redes sociais sobre essas drogas.

Atenção à hipercolesterolemia familiar

Alves chamou a atenção para a hipercolesterolemia familiar, uma condição genética que pode resultar em níveis elevados de colesterol desde a infância e poderá levar a infartos em crianças. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de sobrevida dos afetados.

Impacto da obesidade e fatores de risco

O médico também abordou a obesidade como um fator de risco crescente para a saúde cardiovascular, que frequentemente está interligada a outras condições, como diabetes e hipertensão. Além disso, doenças inflamatórias crônicas também podem elevar o risco cardiovascular, embora isso ocorra em menor grau.

A Organização Mundial da Saúde observa que infartos e acidentes vasculares cerebrais seguem como as principais causas de morte em todo o mundo, e a conscientização sobre fatores de risco como colesterol alto, diabetes, tabagismo e obesidade é essencial para a prevenção.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.