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Comece o dia bem informado! 26 de agosto de 2026

Facebook não consegue filtrar anúncio com desinformação eleitoral

Um estudo realizado pela Anistia Internacional Brasil revelou falhas significativas no sistema de filtragem de anúncios do Facebook, focando na desinformação relacionada ao processo eleitoral. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (25), a 40 dias do primeiro turno das eleições gerais, que ocorrerão em 4 de outubro.

Resultados do Teste

Entre 15 anúncios analisados, 14 apresentaram informações enganosas sobre o procedimento eleitoral, e apenas um foi considerado isento. Mesmo com a aprovação inicial de mais da metade dos anúncios, todos foram cancelados pela organização antes de serem veiculados.

As táticas de desinformação identificadas incluíram a deslegitimação do sistema eleitoral, ataques a adversários políticos e a promoção de uma abordagem autoritária para lidar com crises. Algumas alegações nos anúncios mencionaram convocações para uma “revolução militar” e questionamentos sobre a legitimidade dos processos de votação.

Avaliação de Aprovações

Nove dos anúncios foram aceitos pela rede social. Os sete que tiveram a publicação bloqueada, incluindo um neutro, foram rejeitados devido à exigência de verificação de identidade da conta responsável pela postagem, e não por questões de conteúdo. A Anistia Internacional notou que as notificações de rejeição não mencionavam desinformação como razão para a recusa.

Implicações para a Democracia

A diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, manifestou preocupação com a incapacidade do sistema de moderação do Facebook de reconhecer mais da metade dos anúncios com informações enganosas. Ela destacou que isso indica uma falha na proteção contra a disseminação de desinformação em um momento crítico para a democracia.

Resposta da Meta

A Meta, responsável pelo Facebook, contestou as conclusões da Anistia Internacional, argumentando que a análise se baseou em uma amostra restrita de anúncios que não estavam visíveis ao público. A empresa reforçou seu compromisso com um processo rigoroso de análise e detecção de anúncios e destacou os investimentos substanciais na proteção do processo eleitoral brasileiro.

Regulamentação Eleitoral

A legislação eleitoral no Brasil, regulamentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impõe às plataformas online a obrigação de implementar medidas que evitem a disseminação de informações falsas que possam afetar a integridade das eleições. As normas preveem a remoção de conteúdos que desacreditem o sistema de votação, mesmo sem uma ordem judicial.

O levantamento realizado pela Anistia Internacional chama atenção para a persistência da desinformação na internet, especialmente num cenário político delicado. A denúncia enfatiza a urgência de mecanismos mais efetivos para salvaguardar a democracia e assegurar informações precisas para os eleitores.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.