A febre do Nilo Ocidental tem chamado a atenção no Brasil, especialmente devido a novos casos relatados em São Paulo, apesar de sua raridade no país. O infectologista Álvaro Furtado da Costa, do Hospital das Clínicas da USP, informa que a maioria das infecções é leve, com menos de 1% apresentando formas graves.
“Não há motivo para preocupação, mas é necessário monitorar os casos e a saúde das aves, especialmente em áreas com mortalidade incomum”, destacou o especialista.
A infecção viral aguda se espalha principalmente por mosquitos do gênero Culex, que contraem o vírus ao picar aves infectadas. Embora cerca de 80% das infecções sejam assintomáticas, aproximadamente 20% dos infectados podem apresentar sintomas leves, como febre, náuseas e dores no corpo.
Manifestação e Tratamento
Os sinais da doença podem incluir febre, mal-estar, confusão mental, dor de cabeça e perda de apetite. Nos casos mais graves, pode ocorrer encefalite ou meningite, demandando cuidados médicos urgentes e, em certas situações, internação. O tratamento é focado na reidratação e no suporte respiratório, pois não há vacina ou antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental.
Novos Casos no Brasil
Em São Paulo, foram confirmados dois casos: uma mulher de 34 anos, que se recuperou após retornar da Amazônia, e uma adolescente de 18 anos, que continua internada. Este é o primeiro registro de casos humanos da doença no estado. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está realizando investigações com equipes estaduais e municipais para determinar a origem das infecções.
Além disso, o Ministério da Saúde também confirmou dois casos em Santa Catarina, um deles com desfecho fatal. Há um caso suspeito no Piauí, levando a pasta a reforçar a vigilância epidemiológica em todo o país.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
