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Comece o dia bem informado! 27 de agosto de 2026

Dívida pública alcança R$ 9,2 trilhões em julho

No mês de julho, a Dívida Pública Federal (DPF) subiu para R$ 9,288 trilhões, representando um aumento de 0,22%. Esse dado foi divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (26), e contrasta com os R$ 9,268 trilhões registrados em junho, mesmo após o vencimento de títulos.

Expectativas e projeções

Embora tenha ocorrido essa elevação, as cifras permanecem abaixo das previsões. O Plano Anual de Financiamento (PAF) atualizado recentemente indica que o valor da DPF deve variar entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o final de 2026.

Composição da Dívida e apropriação de juros

No âmbito da Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), foi registrado um crescimento de 0,31%, passando de R$ 8,921 trilhões em junho para R$ 8,948 trilhões em julho. Mesmo com resgates que superaram as emissões em R$ 61,91 bilhões, a apropriação de juros de R$ 89,95 bilhões naquele mês impediu uma redução no montante da dívida.

A correção dos juros sobre os títulos é incorporada mensalmente ao total da dívida pública pelo governo. Com a Selic em 14% ao ano, essa situação tem pressionado o nível de endividamento federal.

Emissões e resgates de títulos

Durante o último mês, o Tesouro Nacional emitiu títulos da DPMFi no valor de R$ 198,14 bilhões, dos quais R$ 124,11 bilhões estavam atrelados à Selic. Os resgates totalizaram R$ 260,05 bilhões, impulsionados pelo volume significativo de títulos prefixados com vencimento no início do trimestre.

Dívida Externa e colchão financeiro

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) apresentou uma queda de 2,12%, reduzindo-se de R$ 347,71 bilhões para R$ 340,06 bilhões, em razão da desvalorização de 1,92% do dólar no período.

Além disso, a reserva financeira do governo, conhecida como colchão da dívida, cresceu de R$ 1,346 trilhão em junho para R$ 1,346 trilhão em julho, alcançando o maior nível desde 2015 e sendo suficiente para cobrir 7,81 meses de vencimentos de dívida pública.

Composição e percepção do mercado

Com foco maior na expiração de títulos prefixados, a composição da DPF se alterou, com a participação dos títulos vinculados à Selic crescendo de 49,32% para 51,11%. Em contrapartida, a participação dos títulos prefixados caiu de 21,04% para 19,22%.

O prazo médio da DPF aumentou de 4,01 para 4,05 anos, o que reflete um aumento na confiança dos investidores na habilidade do governo de cumprir suas obrigações financeiras.

Atualmente, a distribuição dos detentores da Dívida Pública Federal interna está assim: 31,35% a instituições financeiras, 22,73% a fundos de pensão e 22,23% a fundos de investimento, enquanto a parcela de investidores estrangeiros diminuiu de 9,95% para 9,82% em julho.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.