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noticiasmanha 28 de agosto de 2026

Desmatamento zero em 60% das terras indígenas da Amazônia

Um levantamento realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) indicou que, no período de agosto de 2025 a julho de 2026, 60% das terras indígenas na Amazônia mantiveram desmatamento zero. Entretanto, a região viu uma perda total de vegetação nativa de 2.702 km² nesse intervalo.

Os dados mostram que apenas 1,7% da área desmatada, o que equivale a aproximadamente 46,96 km², ocorreu nas terras indígenas, representando uma fração muito pequena em relação ao desmatamento total. Além disso, menos de 40% dos territórios dos povos originários foram afetados, com a maioria das queimadas ocorrendo em áreas menores que 1 km².

O Imazon ressalta a relevância das terras indígenas e suas comunidades na conservação da biodiversidade e na mitigação das mudanças climáticas. Entre as Terras Indígenas mais impactadas, destaque para a TI Cachoeira Seca, no Pará, que registrou 4,44 km² desmatados, seguida pela TI Andirá-Marau, que abrange partes do Amazonas e do Pará, com 2,83 km² derrubados, e a TI Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, no Maranhão, com 2,53 km² afetados.

Desmatamento em Unidades de Conservação

Nas unidades de conservação da Amazônia, o desmatamento representou 9% do total da área desmatada no bioma, somando 239,76 km². As áreas mais severamente impactadas foram a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, que perdeu 90,87 km² de vegetação, seguida pela Floresta Nacional de Altamira, com 25,96 km², e a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, que registrou 17,24 km² de desmatamento.

Ranking dos Estados

No que diz respeito aos estados mais atingidos, o Pará é o que apresenta os maiores números, com uma perda de 818 km², seguido por Mato Grosso e Amazonas, que registraram perdas de 565 km² e 495 km², respectivamente. Apesar de ainda figurarem entre os principais responsáveis pelo desmatamento, estes três estados mostraram uma redução nos números em relação ao ano anterior, conforme aponta a pesquisadora Manoela Athaide, do Imazon.

Análise histórica

Os dados analisados desde 2007 revelam que 2025 foi o ano com o menor nível de desmatamento na Amazônia nos últimos 11 anos. Em comparação ao período de agosto de 2024 a julho de 2025, que apresentou 3.503 km² de desmatamento, houve uma redução significativa de 23%. Além disso, o Sistema de Alerta de Desmatamento apontou uma diminuição de 93% nas áreas degradadas da Amazônia, totalizando 2.577 km², em contraste com os 35.229 km² do ano anterior.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.