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noticiasmanha 28 de agosto de 2026

Desemprego atinge 5,3% no menor nível desde julho

Nesta quinta-feira (27), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre terminado em julho. Este índice representa a menor taxa para esse período desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada desde 2012.

Ao comparar com o trimestre anterior, que encerrou em abril, houve uma redução de 5,8%, além de uma melhora em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa era de 5,6%.

Número recorde de ocupados

O número de pessoas ocupadas alcançou um marco histórico, totalizando 103,3 milhões. Dentre essas, 39,4 milhões tinham emprego formal, com carteira assinada, o maior número até hoje. Entretanto, 13,8 milhões de trabalhadores atuavam sem carteira, representando um aumento de 3,6% em relação ao trimestre anterior, o que equivale a 477 mil novos trabalhadores sem formalização.

Setores de destaque

De acordo com William Kratochwill, analista da Pnad, a construção civil foi o principal setor responsável pelo aumento no número de ocupados, destacando posições como pedreiros e trabalhadores diretos. Além disso, o setor de transporte, armazenagem e correio, que inclui entregadores de aplicativos, apresentou um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Informalidade e rendimento

Observou-se um leve aumento na taxa de informalidade, que passou de 37,2% para 37,5% entre os trabalhadores na população ocupada, englobando autônomos e empregadores sem CNPJ, que não têm acesso a direitos trabalhistas como férias ou 13º salário. A quantidade de desalentados, pessoas que desistiram de buscar emprego, caiu para 2,3 milhões, representando uma redução de 9,7% em comparação com o trimestre anterior.

Apesar do incremento no número de ocupados, o rendimento médio dos trabalhadores registrou uma leve queda para R$ 3.762, uma redução de 0,7% em relação ao período de abril, embora o IBGE considere essa variação estável.

Sobre a pesquisa

A Pnad avalia o mercado de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais, considerando várias modalidades de ocupação, tanto formais quanto informais. Para definir a taxa de desemprego, são contabilizadas apenas aquelas que buscaram ativamente trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa, que abrange 211 mil domicílios em todos os estados, incluindo o Distrito Federal.

A taxa de desemprego mais baixa já registrada na Pnad foi de 5,1% no último trimestre de 2025, enquanto a mais alta, de 14,9%, foi observada nos trimestres finais de 2020 e no início de 2021, em decorrência da pandemia de covid-19.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.