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Comece o dia bem informado! 12 de agosto de 2026

Manual inédito de comunicação é lançado por jornalistas indígenas

Manual Indígena de Comunicação é Lançado na Câmara dos Deputados

Na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi lançado nesta segunda-feira (10) o manual intitulado Poranga Marandúa. Esta publicação inédita compila termos, orientações e princípios desenvolvidos a partir da visão dos povos indígenas.

Luciene Kaxinawá, coordenadora da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), destacou que o manual é resultado da colaboração de mais de 40 povos indígenas, ressaltando a riqueza e a diversidade do material apresentado.

“Este manual carrega essa diversidade e reafirma nosso compromisso com uma comunicação construída a partir dos nossos territórios, das nossas línguas e dos nossos modos de contar histórias”, disse Kaxinawá.

A primeira edição foi criada em parceria com o Instituto Kaingáng (Inka) e pode ser acessada online de forma gratuita. Para os membros da Abrinjor, o manual simboliza uma “boa notícia”, expressão que em Nheengatu é traduzida como Poranga Marandúa.

Sônia Kaingáng, jornalista indígena do Inka, destacou que o manual servirá como uma ferramenta útil não só para jornalistas ao redor do Brasil, mas também como um recurso educativo, sublinhando a relevância da educação na formação dos profissionais da área.

Ela observou: “A gente precisa destacar que chegamos aqui pela via da educação. Nós somos brasileiros e temos visto que muitos brasileiros querem uma via que não é a da educação.”

Andreza Baré, comunicóloga e pesquisadora, mencionou que é fundamental a inclusão de jornalistas indígenas nas universidades, já que muitos graduados acabam ocultando a realidade dos povos indígenas. “Essa é uma grande oportunidade para que os currículos dos cursos de jornalismo incluam este manual como uma ferramenta pedagógica antirracista”, afirmou.

Samela Sateré Mawé, assessora de comunicação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), manifestou a crença de que o manual facilitará a inclusão de mais indígenas nos meios de comunicação. “Esse manual é uma porta que vai se abrir para dentro do movimento indígena, pois ninguém melhor que a gente para falar sobre a gente”, finalizou.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.