Justiça exige propostas de segurança do Discord
A Justiça Federal do Distrito Federal fixou um prazo de dez dias para que o Discord apresente uma proposta de conciliação. Essa determinação ocorreu em resposta a uma ação movida pelo governo federal, que busca aprimorar a proteção de crianças, adolescentes e mulheres na internet. A decisão foi tomada na primeira audiência do caso, com a presença de representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério Público Federal (MPF).
Em sua defesa, o Discord explicou que irá apresentar um protocolo para notificar casos de sextorsão e implantará um sistema voltado à detecção e moderação de conteúdos relacionados a maus-tratos e crueldade contra animais. Além disso, a plataforma comprometeu-se a tomar medidas que assegurem a proteção dos dados dos usuários, permitindo que esses dados sejam acessados para investigações quando necessário.
Antes de buscar a via judicial, o governo havia tentado um acordo com o Discord para sanar as deficiências existentes na plataforma. No entanto, a AGU avaliou que as propostas até então oferecidas eram inadequadas, o que motivou a decisão de entrar com a ação judicial.
A urgência em exigir melhorias de segurança na plataforma aumentou após um incidente trágico em julho, quando uma adolescente foi levada a cometer suicídio durante uma transmissão ao vivo no Discord.
