No dia 4 de agosto de 2023, durante uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, foi aprovada uma proposta significativa que visa corrigir a representação dos continentes no mapa-múndi. Com essa alteração, espera-se uma maior precisão das dimensões da África, América do Sul e Sul da Ásia, que historicamente eram representadas de forma reduzida desde o século 16.
Votação marcante
A proposta chamada “Corrija o mapa”, impulsionada por Togo e outros países africanos, obteve o apoio de 164 nações. Apenas os Estados Unidos se manifestaram contra, e houve seis abstenções. O objetivo dessa mudança é proporcionar uma representação mais justa de várias partes do globo, conforme indica a ONU.
Mensagem de igualdade
Antes da votação, Robert Dussey, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, destacou que essa decisão vai além de ajustar mapas, representando um avanço rumo à veracidade científica e à dignidade dos povos. Ele enfatizou a relevância da equidade na representação cultural e global.
Distorções no passado
A proposta critica a projeção de Mercator, desenvolvida em 1569 e comumente utilizada em materiais educacionais e oficiais. Essa projeção acaba distorcendo as dimensões continentais, ampliando as áreas situadas ao norte e ao sul do Equador, levando a uma representação que perpetua uma visão desequilibrada do mundo, conforme afirmado por representantes africanos.
Nova abordagem
A alternativa apresentada pela União Africana, chamada “Terra Igual”, oferece uma representação mais precisa das dimensões dos continentes. A expectativa da ONU é que a resolução aprovada encoraje governos e organizações a adotarem esse novo modelo cartográfico.
Impactos amplos
A União Africana também ressalta que os mapas são fundamentais na formação de percepções e no imaginário coletivo das sociedades. As distorções cartográficas têm repercussões que vão além da geografia, influenciando a educação, a cultura, a geopolítica e a economia, sendo a correção vista como um passo vital em direção ao reconhecimento e à justiça.
Esse movimento se alinha com o Pacto para o Futuro, que foi aprovado pelos Estados-Membros da ONU em 2024, enfatizando a urgência de eliminar desigualdades históricas e extinguir formas de discriminação.
