No Boletim Focus publicado nesta terça-feira (8), o mercado financeiro revisou a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), projetando uma inflação de 5% para 2023. Esta pesquisa semanal realizada pelo Banco Central (BC) reúne as previsões de diversas instituições financeiras sobre indicadores econômicos.
A nova estimativa representa uma leve redução em comparação à previsão anterior de 5,01%, embora continue acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual. Assim, os limites ficam entre 1,5% e 4,5%.
Nos dados de julho, houve uma queda nos preços dos alimentos, o que resultou na desaceleração da inflação pelo quarto mês consecutivo, com um índice de 0,07%. Como resultado, o IPCA acumula uma variação de 4,44% nos últimos 12 meses, alinhando-se aos objetivos do governo. A divulgação do índice de agosto está prevista para sexta-feira (11).
Expectativas para Selic e Crescimento Econômico
Atualmente, a taxa Selic está fixada em 14% ao ano, utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação. Este valor reflete um corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em agosto, sendo este o quarto corte consecutivo. Anteriormente, entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic alcançou 15% ao ano, o maior nível em 20 anos. Apesar das reduções recentes, o aumento dos preços dos combustíveis e alimentos, em decorrência do conflito no Oriente Médio, representa um desafio para a continuidade da queda da taxa.
As reuniões do Copom têm a próxima data marcada para os dias 15 e 16 de setembro. No que diz respeito ao futuro, as expectativas indicam que a Selic poderá chegar a 13,75% ao ano até o final de 2026, com previsões de 12% em 2027 e 10,5% em 2028. Em 2029, a expectativa é que a taxa fique em 10% ao ano.
Além disso, instituições financeiras ajustaram suas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, elevando a previsão de 1,92% para 1,93% para 2023. Para 2027, a projeção permanece em 1,5%, com expectativas de 1,96% para 2028 e 2% para 2029. Nos dados do segundo trimestre de 2026, a economia brasileira cresceu 0,5% em relação ao primeiro trimestre, resultando em uma variação de 1,9% no acumulado de 12 meses, conforme informações do IBGE.
No ano de 2025, a economia cresceu 2,3%, destacando-se o desempenho da agropecuária e marcando o quinto ano consecutivo de crescimento. A previsão para a cotação do dólar se estabelece em R$ 5,20 até o final deste ano, aumentando para R$ 5,30 ao final de 2027.
