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Vacina contra meningite tem indicação ampliada pela Anvisa

No dia 9 de setembro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um anúncio importante ao expandir a indicação da vacina MenQuadfi, agora apta a ser administrada em bebês a partir de seis semanas de idade. Isso representa um avanço significativo na proteção contra a meningite causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis, abrangendo tanto crianças quanto adultos.

A MenQuadfi, que é uma vacina meningocócica conjugada aplicada por via intramuscular, já estava disponível para outras faixas etárias. A inclusão de bebês, que são especialmente vulneráveis a formas graves da doença, é um passo a mais na estratégia de vacinação.

Segurança comprovada

A ampliação do uso da vacina foi respaldada por estudos clínicos que avaliaram sua segurança em aproximadamente 6 mil bebês, com idades entre seis semanas e um ano. Todos esses bebês receberam ao menos uma dose do imunizante. Também foram analisados os dados de mais de 5 mil crianças que receberam a dose de reforço após os 12 meses.

Os resultados desses estudos indicam que o perfil de segurança da vacina se alinha ao que é esperado para imunizantes meningocócicos conjugados, sem evidências de novas preocupações relacionadas à segurança.

Entendendo a doença meningocócica

A infecção pela bactéria Neisseria meningitidis pode resultar em condições graves e é transmitida por gotículas de secreção. Embora muitos indivíduos infectados não apresentem sintomas, a infecção pode se disseminar na corrente sanguínea, ocasionando meningite invasiva, que possui uma alta taxa de mortalidade de até 20% em casos severos.

Particularmente, bebês e crianças pequenas enfrentam riscos de complicações mais sérias no primeiro ano de vida, fazendo com que essa nova abordagem de vacinação seja sumamente relevante.

Novidade na farmacologia

Além da ampliação da MenQuadfi, a Anvisa deu luz verde ao registro do medicamento Voraxaze (glucarpidase), que tem como propósito diminuir as concentrações tóxicas de metotrexato em pacientes com insuficiência renal aguda ou em situações em que a sua eliminação está comprometida. Essa autorização abrange tanto adultos quanto crianças com mais de 28 dias.

O metotrexato, um potente quimioterápico, pode levar a toxicidade quando acumulado no organismo devido a problemas renais. O glucarpidase atua de forma rápida na degradação do metotrexato, permitindo a eliminação por uma via alternativa à renal, emergindo como uma solução terapêutica essencial para pacientes em risco.