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Dólar fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco

Na segunda-feira (14), o dólar e a bolsa brasileira refletiram uma aversão ao risco nos mercados financeiros, com o valor da moeda americana chegando perto de R$ 5,15 e o Ibovespa apresentando uma queda de quase 1%, demonstrando a tensão gerada pelas incertezas políticas e o aumento nos preços do petróleo.

Desempenho do Dólar e do Ibovespa

O fechamento da cotação do dólar à vista foi de R$ 5,149, resultando em uma elevação de 0,49%. Embora tenha registrado essa alta, a moeda acumula uma queda de 6,19% no ano. Por outro lado, o Ibovespa caiu 0,91%, passando a fechar em 185.500,88 pontos, com um volume de negociação que alcançou R$ 24,4 bilhões. Durante o dia, o índice oscilou entre 183.813,36 e 187.320,96 pontos.

Influências nos Mercados

Pela manhã, o dólar chegou a subir mais de 1%, atingindo R$ 5,183, influenciado pela valorização da moeda no cenário global. Contudo, à tarde, a cotação caiu para R$ 5,1414 após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre potenciais negociações com o Irã, que diminuíram as preocupações relacionadas à oferta mundial de petróleo.

As incertezas políticas internas também tiveram um papel relevante no desempenho do mercado, intensificadas pela divulgação de novas pesquisas eleitorais e pela expectativa em relação às deliberações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre investigações que envolvem figuras proeminentes da política brasileira.

Aumento nos Custos do Petróleo

Os preços do petróleo pressionaram os mercados, com o barril do Brent sendo cotado a US$ 109,80, um acréscimo de quase 5% pela manhã, impulsionado por conflitos que impactaram a infraestrutura energética na Arábia Saudita e navios no Oriente Médio. No entanto, à tarde, os preços mostraram uma desaceleração com a possibilidade de acordos entre os EUA e o Irã e a pausa nos ataques no conflito entre Rússia e Ucrânia.

Apesar da volatilidade, o barril do petróleo Brent fechou o dia cotado a US$ 105,68, apresentando uma alta de 1,02%, acumulando um crescimento de mais de 15% somente em setembro e cerca de 75% no ano. Essa contínua elevação nos preços do petróleo gera preocupações aumentadas sobre a inflação, que pode impactar as políticas monetárias nas principais economias do mundo.