No dia 22 de setembro de 2023, durante a 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, reafirmou sua vontade de empregar a força militar em nações da América Latina e do Caribe. Essa declaração surge em um ambiente de tensões políticas na região, com um foco particular na Venezuela.
Conflitos e Interesses
Em um discurso que durou quase 40 minutos, Trump enfatizou que as recentes medidas tomadas em relação à Venezuela provam que os EUA não permitirão que ameaças à sua segurança se intensifiquem no Hemisfério Ocidental. Ele afirmou que, caso necessário, utilizará a força militar para proteger os interesses fundamentais dos Estados Unidos, declarando: “Nossas ações na Venezuela provam que não hesitaremos em agir”.
Invasão à Venezuela e Acordo Petrolífero
Trump mencionou a invasão da Venezuela, ocorrida no início deste ano, considerando-a um grande êxito comercial. Ele citou um “acordo” com a liderança interina da Venezuela que garante a uma empresa ligada ao Pentágono o controle de até 21% dos recursos petrolíferos do país. Sobre isso, Trump comentou: “Foi uma guerra, mas talvez o maior negócio realizado”.
Críticas e Protestos
A declaração do presidente americano resultou na retirada da delegação cubana da ONU, que protestou principalmente após Trump ter direcionado ameaças também a Cuba. Ao comparar os cartéis de drogas da América Latina a grupos terroristas, ele os equiparou ao ISIS, levando muitos a interpretarem esses comentários como uma justificativa para possíveis intervenções militares na região.
Relações com o México
No que se refere ao México, Trump mencionou ter boas relações com o governo de Claudia Sheinbaum, mas criticou a influência dos cartéis que, segundo ele, representam uma ameaça à segurança na fronteira dos EUA. O presidente mexicano, por sua vez, tem se manifestado firmemente contra qualquer intervenção das autoridades americanas em seu país, argumentando que a luta contra os cartéis não pode ser utilizada como uma desculpa para ingerências externas.
Discurso de Lula
Antes da fala de Trump, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, destacou a pressão que os países da América Latina e do Caribe enfrentam devido à proximidade com a potência militar norte-americana. Ele alertou sobre intervenções estrangeiras em processos eleitorais e a segmentação do mundo em diferentes zonas de influência, fazendo referências a situações recentes na Venezuela, Haiti e Cuba.
