No contexto das eleições, a ONU Mulheres divulgou um conjunto de diretrizes com o intuito de reforçar os direitos e a participação feminina na sociedade. A proposta é incentivar partidos e candidatos a se dedicarem a questões relevantes para as mulheres.
Propostas destacadas
O conjunto de diretrizes reúne dez propostas práticas que abrangem desde a paridade política até ações de enfrentamento à violência de gênero. Entre as sugestões, destacam-se:
- Colocar a paridade de gênero como prioridade, com a definição de metas e prazos para aumentar a presença feminina em cargos de poder.
- Implementar de forma eficaz as cotas eleitorais para garantir uma maior participação de mulheres.
- Aplicar a Lei 14.192/2021 tanto no ambiente digital quanto no físico.
- Estabelecer um orçamento específico e iniciativas preventivas contra a violência contra mulheres, incluindo educação para a igualdade e serviços especializados a vítimas.
- Tratar o machismo como uma questão de saúde pública e atuar para desconstruir normas que fomentam a violência.
- Proporcionar condições de trabalho dignas e proteção social para profissionais que atuam na área de cuidado.
- Assegurar igualdade salarial e a proteção social das mulheres no mercado de trabalho.
- Destinar fundos climáticos para a defesa do território.
- Assegurar a inclusão de mulheres de diferentes etnias no processo de governança climática.
- Integrar critérios de gênero e raça em todas as políticas climáticas.
Expectativas da ONU Mulheres
De acordo com Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres no Brasil, é fundamental que os compromissos dos candidatos sejam claros e viáveis. Ela sugere que a avaliação de um compromisso real deve considerar três fatores: a definição de uma meta, a alocação de um orçamento específico e um prazo para as ações propostas serem implementadas.
