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Renegociação de dívidas de adimplentes prorrogada até 26 de outubro

A prorrogação do programa Desenrola Adimplentes, que auxilia trabalhadores informais na renegociação de dívidas, foi confirmada, agora com prazo limite até 26 de outubro. Essa extensão resulta de atrasos na implementação do programa, que busca ajudar aqueles que possuem dívidas em dia ou com atraso de até 90 dias.

O tempo inicial do programa era de 90 dias, terminando na semana passada, mas uma nova medida provisória relacionada ao Desenrola 3.0 permitiu essa prorrogação. A oportunidade permite aos trabalhadores renegociar dívidas de até R$ 15 mil sem a necessidade de garantia, oferecendo juros reduzidos para 1,99% ao mês, em comparação à taxa média atual de cerca de 7% ao mês.

Condicionalidades do programa

Para poder participar, os trabalhadores devem ter quitado pelo menos quatro parcelas do seu financiamento. É essencial lembrar que as contas precisam estar em dia ou com atrasos não superiores a 90 dias.

Motivos da prorrogação

O governo federal justificou a extensão do prazo por conta de dificuldades operacionais durante a implementação do programa. Embora a iniciativa tenha sido divulgada em 29 de junho, as operações iniciais de renegociação foram iniciadas apenas em 10 de agosto, após ajustes nas regras por bancos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

De acordo com Dario Durigan, ministro da Fazenda, o intuito é facilitar o acesso a condições de crédito mais favoráveis para trabalhadores informais que enfrentam dificuldades em comprovar renda.

Desafios da adesão

Desde o seu lançamento, o Desenrola Adimplentes encontrou certa resistência no setor bancário, que não demonstrou grande ânimo em renegociar dívidas que permanecem em dia. Para estimular a adesão, o governo ofereceu a opção de portabilidade de crédito. Entretanto, mesmo com essa alternativa, a adesão ao programa não atendeu às expectativas, o que ficou evidente pelos atrasos e pela demora no início das renegociações.