Segundo informações recentes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a diferença entre o número de homens e mulheres no mercado de trabalho formal brasileiro está diminuindo. A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensal de junho revela que as mulheres ocupam agora 46,4% dos 62,8 milhões de empregos formais, gerando 29.182.235 vínculos trabalhistas. Este avanço é considerável, já que em janeiro de 2023, as mulheres representavam apenas 44,2% das vagas. Atualmente, a participação masculina atinge 53,6%, com 33.708.974 registros.
Nos últimos três anos, o aumento no mercado formal foi de 10,1 milhões de novas vagas. Destes, 5,8 milhões foram preenchidas por mulheres, enquanto os homens conseguiram 4,3 milhões, evidenciando um progresso significativo na inclusão feminina.
Diversidade racial e escolaridade no trabalho
Dados da Rais Mensal também abordam a diversidade racial no trabalho formal. Entre os empregos registrados, 27,3 milhões são ocupados por pessoas autodeclaradas pardas, e 26,8 milhões são brancas. Os trabalhadores negros totalizam 4,6 milhões, os amarelos somam 600 mil e os indígenas são 239 mil. Além disso, 3,1 milhões de registros não informam a raça, o que representa uma redução impressionante de mais de 17 milhões comparado a três anos e meio atrás, conforme indicado pela subsecretária de Estatística do MTE, Paula Montagner.
A evolução da escolaridade dos trabalhadores também é notável, com 54% (aproximadamente 33,7 milhões) dos vínculos ocupacionais pertencendo a pessoas com ensino médio, e 15,2 milhões possuindo nível superior ou pós-graduação. A maior parte dos empregados formais, 74%, tem mais de 30 anos.
Rendimentos e setor de trabalho
No Brasil, o rendimento médio dos trabalhadores formais é de R$ 4.389,49. O setor de serviços destaca-se como o maior gerador de emprego, contabilizando 38,2 milhões de ocupações. Em seguida, está o comércio com 10,5 milhões, a indústria com 9,1 milhões, a construção com 3 milhões e, por último, a agropecuária com 1,8 milhões.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
