No domingo, 4, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) se unirá aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), forças de segurança e outras instituições para garantir que os eleitores possam se deslocar livremente até as urnas e prevenir qualquer tipo de incidente. Essa colaboração surge como uma medida preventiva, tendo em vista os problemas enfrentados nas eleições de 2022.
Para coordenar essas ações, a PRF formou uma comissão eleitoral que ajustará suas estratégias de acordo com as características específicas de cada região. O Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), situado na sede da PRF em Brasília, ficará encarregado de monitorar todas as ocorrências de natureza criminosa.
Orientações aos eleitores
A PRF recomenda que os eleitores se planejem antecipadamente para os deslocamentos até os locais de votação, considerando os horários de pico e as condições do tempo.
Durante os dias 4 e, se necessário, 25, veículos de grande porte que ultrapassarem as medidas de 2,40 metros de largura, 4,40 metros de altura ou 19,80 metros de comprimento terão restrições de tráfego, a fim de prevenir congestionamentos.
Somente em situações excepcionais será permitido o bloqueio de rodovias, o que exigirá autorização prévia da Justiça Eleitoral, juntamente com uma justificativa clara e rotas alternativas delineadas.
As abordagens a veículos também estarão restritas a situações em que existirem riscos concretos e diretos à integridade física das pessoas. Essa nova diretriz foi elaborada para evitar os bloqueios ilegais vistos nas eleições anteriores, que geraram críticas à PRF por ações em áreas onde candidatos lideravam as pesquisas e levantaram questionamentos sobre tentativas de dificultar o acesso dos eleitores às urnas.
Naquela ocasião, Silvanei Vasques, que era o diretor-geral da PRF, foi condenado pelo Supremo Tribunal Eleitoral (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão devido à sua participação em atividades consideradas golpistas.
