Na manhã desta sexta-feira (2), a Petrobras fez um anúncio sobre a sua mais recente descoberta de petróleo no poço Morpho, situado a 175 quilômetros da costa do Amapá, na Margem Equatorial. Esse é o segundo anúncio de descoberta no campo, tendo o primeiro ocorrido em agosto de 2023.
O poço, que é denominado 1-BRSA-1405-APS, encontra-se a uma profundidade de 2.886 metros na lâmina d’água, dentro da bacia da Foz do Amazonas. A Margem Equatorial é considerada uma nova fronteira para exploração, especialmente destacada pelo potencial petrolífero da região, semelhante ao do pré-sal.
Avaliação do potencial exploratório
Após a descoberta de agosto, a Petrobras dá continuidade às operações de perfuração para explorar áreas mais profundas. A nova quantidade de petróleo foi identificada por intermédio de perfis elétricos e amostras de fluidos coletadas durante as atividades. Com essa descoberta, a empresa afirma que o entendimento sobre o potencial da área é ampliado, sendo assim coletadas informações relevantes sobre os sistemas petrolíferos locais.
O petróleo já encontrado é considerado de alta qualidade, e a nova amostra passará por análises em laboratório. A Petrobras continua sua perfuração no Morpho para aprofundar a compreensão das formações identificadas.
Estratégia de exploração
A exploração no bloco da Foz do Amazonas (FZA-M-59) é parte da estratégia de longo prazo da Petrobras para reequilibrar suas reservas de petróleo e gás em novas frentes. O processo de busca por licenças nesta área começou em 2013, quando a BP obteve a concessão e, posteriormente, a transferiu à Petrobras em 2021.
Licenciamento e sustentabilidade
Em outubro de 2025, a Petrobras conquistou a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar as perfurações na Margem Equatorial. Essa questão gerou debates entre o setor de petróleo e ambientalistas preocupados com os impactos da exploração. A Petrobras garante que suas operações são conduzidas de maneira segura, respeitando o meio ambiente e as comunidades locais.
Perspectivas de produção
Estudos realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que a Bacia da Foz do Amazonas pode ter um volume potencial total recuperável de até 10 bilhões de barris de petróleo equivalente. Em comparação, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que o Brasil detinha cerca de 70 bilhões de barris em reservas comprovadas até o final de 2025.
