A Petrobras está em caminhos promissores com a recente descoberta de petróleo no poço Morpho, que fica na bacia da Foz do Amazonas. Segundo a CEO Magda Chambriard, este achado marca um avanço significativo, abrindo a possibilidade de exploração em uma nova fronteira no Brasil, o que poderia ajudar a mitigar o déficit de produção nacional.
Detalhes da descoberta
Localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá, o poço 1-BRSA-1405-APS encontra-se em águas ultra profundas a uma profundidade de 2.886 metros. Embora Magda tenha enfatizado que a viabilidade comercial da descoberta não pode ser assegurada de forma definitiva, as informações disponibilizadas até o momento indicam um panorama positivo.
Potencial da bacia
De acordo com um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a bacia da Foz do Amazonas pode dispor de até 10 bilhões de barris de óleo equivalente, que englobam tanto petróleo quanto gás natural.
Qualidade do petróleo
Em uma coletiva de imprensa, a presidente Magda Chambriard apresentou amostras do petróleo extraído, descrevendo-o como de alta qualidade e com baixa viscosidade, fatores que podem beneficiá-lo no mercado. A empresa mantém sigilo sobre informações técnicas, como o grau API, por questões regulatórias.
Próximas etapas de exploração
Com a autorização do Ibama recebida em outubro de 2025 para iniciar as atividades na Foz do Amazonas, a Petrobras planeja completar os testes no poço Morpho até o fim deste mês. Depois disso, a sonda seguirá para o Rio Grande do Norte, onde começará a perfuração do prospecto Mãe de Ouro em novembro. Neste ano, está agendada a perfuração de três poços de delimitação na Foz do Amazonas para determinar a extensão das reservas de petróleo, com início previsto para o primeiro trimestre de 2027.
Controvérsias e preocupações ambientais
O projeto encontra resistência do Ministério Público Federal (MPF), que solicitou na Justiça a suspensão da licença ambiental que aprova as atividades de exploração na área. O MPF justifica seu pedido com preocupações em relação à segurança ambiental, lembrando um incidente anterior de vazamento de fluido químico no mar e a ausência de consulta às comunidades indígenas e de pescadores locais antes do início das operações.
