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Petrobras alcança recorde de valor de mercado com descoberta no Amapá

No dia 2 de setembro de 2026, a Petrobras conseguiu um feito notável ao alcançar um valor de mercado de R$ 700,08 bilhões, marcando um novo recorde na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. No mesmo dia, a empresa viu um incremento de R$ 20,9 bilhões em seu valor total.

Descoberta em águas ultraprofundas

Esse novo recorde foi impulsionado por uma importante descoberta de petróleo nas profundezas da Bacia da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial do Brasil. As ações preferenciais da Petrobras tiveram um avanço de 2,81%, enquanto as ações ordinárias apresentaram uma alta de 3,25% no mesmo dia do anúncio.

Expectativas de exploração na nova fronteira

Durante uma coletiva de imprensa, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, mencionou que a descoberta no poço Morpho pode abrir portas para novas oportunidades de exploração em território brasileiro. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revela que a Bacia da Foz do Amazonas pode abrigar até 10 bilhões de barris de óleo equivalente, que incluem petróleo e gás natural.

Histórico de crescimento em 2026

Esse é o quarto recorde estabelecido pela Petrobras em 2026, sucedendo os valores de R$ 692,35 bilhões em 15 de setembro, R$ 680,10 bilhões em 14 de abril e R$ 677,24 bilhões em 30 de março. Entre janeiro e setembro deste ano, a empresa alcançou um crescimento total em seu valor de mercado e nos proventos gerados, com uma impressionante marca de aproximadamente 185% (em dólar), superando gigantes do setor como Chevron, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e BP.

Desafios legais e preocupações ambientais

Entretanto, essa nova fase de exploração da Petrobras não é isenta de controvérsias. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação na Justiça solicitando a suspensão da licença ambiental da empresa para realizar exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, levantando preocupações sobre a segurança das operações. O MPF faz referência a um incidente que ocorreu em janeiro, quando mais de 18 mil litros de fluido químico vazaram no mar durante uma perfuração. Além disso, procuradores destacam a falta de consulta prévia a comunidades locais, incluindo povos indígenas e quilombolas, como uma questão crítica.