Pular para o conteúdo
August 11, 2026

Estudo aponta que pais estão menos presentes na criação dos filhos

De acordo com uma pesquisa do Instituto Nexus, metade da população brasileira (50%) considera que a participação dos pais na criação dos filhos diminuiu em comparação com gerações anteriores. Contudo, 80% dos entrevistados ainda atribuem uma elevada importância ao papel paterno na vida das crianças.

O estudo, que entrevistou 2.013 pessoas de diversas regiões do Brasil, revelou uma diferença nas opiniões entre homens e mulheres a respeito da presença dos pais. Entre as mulheres, 56% notam uma queda na participação dos pais, enquanto 31% sentem que eles estão mais envolvidos. Entre os homens, 44% também creem que a participação aumentou, e outros 44% notam uma redução.

Além disso, 81% dos homens veem a paternidade como de alta ou muito alta importância para o desenvolvimento dos filhos, em contraste com 73% das mulheres. A análise por faixa etária mostra que 82% dos jovens entre 16 e 24 anos valorizam a paternidade, percentual que despenca para 62% entre aqueles com mais de 60 anos.

Quando interrogados sobre as características que definem um “bom pai”, 49% dos entrevistados apontam a presença no cotidiano como o principal aspecto esperado. Outras respostas incluem educar e orientar com limites (19%), demonstrar carinho (8%), ser um bom exemplo (7%) e garantir segurança financeira (3%). A relevância da presença diária foi destacada por 53% das mulheres, em comparação a 45% dos homens.

A faixa etária de 25 a 40 anos enaltece o convívio paterno, com 56% das pessoas nessa faixa afirmando essa importância. Em contrapartida, os mais velhos tendem a valorizar a educação como característica chave, totalizando 26% entre aqueles com 60 anos ou mais.

Segundo Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, a cultura brasileira já se consolidou na ideia de que um bom pai é aquele que está presente na vida familiar, diferentemente da figura tradicional do provedor financeiro. Ele ressalta que a percepção de que os pais contemporâneos são menos participativos indica que o discurso sobre paternidade está se transformando mais rapidamente do que a realidade prática.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.