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Anvisa aprova importação de remédio para piloto Lito

O medicamento experimental foi autorizado pela Anvisa para importação e uso no tratamento de Lito Sousa, um piloto e influenciador digital que foi diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A confirmação desse fato foi divulgada através das redes sociais familiares.

A chegada do remédio ao Brasil está prevista para ocorrer em um período de sete a nove dias, conforme informou sua esposa, Mila Seidl, em um post. Mila se mostrou otimista, afirmando que “o impossível está virando realidade”, e deixou claro que todo o processo aconteceu dentro das normas legais, sem privilégios.

Em suas declarações, Mila esclareceu que, ao contrário do que alguns acreditam, a Anvisa não fez uma exceção, mas seguiu um procedimento padrão baseado em regulamento pré-existente para o uso compassivo de medicamentos. “Não é algo excepcional para o Lito”, afirmou.

Ela também ressaltou que outras pessoas que estejam em situações semelhantes podem solicitar autorizações iguais. “A Anvisa analisa e decide. Nós apresentamos uma documentação robusta”, declarou, citando os exames clínicos e a documentação fornecida pela farmacêutica que sustentaram o pedido.

Mila ainda enfatizou a importância de compartilhar informações com outras famílias que enfrentam situações semelhantes, visando orientá-las sobre como buscar medicamentos experimentais. “Queremos mostrar como famílias em situações de doenças raras podem conseguir acesso a esses tratamentos”, comentou.

Conforme Mila, houve um esforço colaborativo entre o governo brasileiro, incluindo a Anvisa e o Ministério da Saúde, e a FDA dos Estados Unidos, com relação à urgência do caso. Contudo, ela expressou a angústia sentida durante o processo acelerado, que durou cerca de uma semana, mencionando que durante esse tempo, algumas oportunidades foram perdidas em virtude do estado de saúde do seu marido.

Entendendo a Doença de Creutzfeldt-Jakob

A condição rara chamada Doença de Creutzfeldt-Jakob apresenta anualmente menos de 100 casos suspeitos no Brasil. Surge devido ao acúmulo de formas anormais de proteínas conhecidas como príons, que comprometem gravemente o funcionamento cerebral e possuem um progresso rápido, muitas vezes levando a consequências fatais.