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Comece o dia bem informado! 18 de agosto de 2026

Bikes elétricas são tema do Caminhos da Reportagem

Nos últimos oito anos, o Brasil observou um crescimento notável na utilização de bicicletas elétricas, ciclomotores e veículos autopropelidos. Conforme dados do setor, esse número saltou de 7,6 mil em 2016 para impressionantes 284 mil em 2024.

O programa Caminhos da Reportagem abordará essa transformação urbana na próxima segunda-feira (17), às 23h, na TV Brasil. A edição irá explorar como as cidades brasileiras estão lidando com esse desafio crescente, além das implicações sociais e de segurança que acompanham o aumento desses meios de transporte.

O cenário já é comum em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde as bicicletas elétricas e os autopropelidos são vistos como soluções adequadas para trajetos curtos. Contudo, Luiz Saldanha, diretor executivo da Aliança Bike, enfatiza que o uso crescente traz à tona questões sobre a segurança. “A população começou a usar esses veículos espontaneamente, mas agora precisamos discutir como integrá-los de forma segura nas nossas cidades”, ressalta Saldanha.

Essa expansão no uso de veículos leves não ocorreu sem suas consequências trágicas. Um recente acidente na zona norte do Rio de Janeiro resultou na morte de Chico, um menino de 9 anos, e sua mãe, que estavam em um autopropelido quando foram atropelados por um ônibus. O pai, Vinicius Cacofonias, um roteirista, expressou sua dor e a necessidade de aumentar a conscientização sobre os perigos associados a esses deslocamentos.

A regulamentação desses veículos no Brasil é supervisionada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A norma mais recente, revisada em 2023, estabelece três categorias: as bicicletas elétricas, que fazem uso da propulsão humana com apoio de motor; os autopropelidos, que podem acelerar sem pedalar e têm limite de 32 km/h; e os ciclomotores, que também não exigem pedal e alcançam até 50 km/h.

Enquanto as duas primeiras categorias não necessitam de habilitação ou registro, os ciclomotores exigem habilitação específica. Raphael Pazos, membro da Comissão de Segurança do Ciclismo do Rio de Janeiro, critica a ausência de exigência de habilitação para os autopropelidos, alertando que essa lacuna na legislação pode aumentar os riscos de acidentes, especialmente entre os jovens.

O professor Marcus Quintella, da Fundação Getulio Vargas, destaca que as cidades precisam se adaptar às novas realidades da mobilidade. “As infraestruturas urbanas não foram projetadas para essa nova realidade, e o que vemos são tentativas de adaptação que nem sempre garantem a segurança de todos os usuários”, afirma. Quintella acredita que é fundamental encontrar um equilíbrio que permita a micromobilidade sem colocar em risco a segurança pública.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.