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Biodiversidade exige investimento de US$1,3 trilhão por ano

Um novo estudo das organizações The Nature Conservancy (TNC), World Wildlife Fund (WWF) e Paulson Institute aponta que para garantir a proteção da biodiversidade em nível global, é necessário um investimento anual de US$ 1,317 trilhão. Este valor supera o montante atualmente aplicado e evidencia a urgência de ações em resposta à crise ambiental, que coloca em risco a fauna, a flora e a continuidade da vida humana.

Intitulado Financing Nature 2026: uma atualização de meio de década – do progresso isolado à implementação em escala, o relatório revela que o déficit no financiamento destinado à preservação ambiental aumentou quase duas vezes nos últimos seis anos, saltando de US$ 711 bilhões para um alarmante US$ 1,317 trilhão.

Desafios e soluções financeiras

Segundo Carter Roberts, presidente da WWF nos Estados Unidos, existem opções de financiamento disponíveis para a conservação, como mercados de carbono e acordos de apoio a projetos que visam a proteção da natureza. No entanto, ele ressalta a importância de aplicar essas estratégias com maior urgência e em escala mais ampla para lidar com a diminuição da biodiversidade.

O documento critica as políticas inadequadas adotadas por muitos governos, observando que, para cada dólar investido em proteção ambiental, US$ 30 são gastos na degradação. Henry M. Paulson Jr., presidente do Paulson Institute, destaca que os governos, em um único mês, alocam mais recursos em subsídios prejudiciais ao meio ambiente do que em toda a proteção ambiental ao longo de um ano, revelando a necessidade urgente de uma reformulação nas prioridades de incentivo.

Estratégias para o futuro

Para otimizar o financiamento da natureza, o estudo sugere diversas ações, como:

  • rever e reformar subsídios que afetam negativamente o meio ambiente;
  • fortalecer iniciativas que integrem estratégias, operações de rotina, concessões de crédito e investimentos eficazes;
  • reconhecer a natureza como um ativo vital para a economia, em vez de um recurso gratuito.

Além disso, recomenda-se que governos e entidades reguladoras estabeleçam condições que incentivem o aumento dos investimentos em conservação, utilizando instituições financeiras para mobilizar esses recursos. Jennifer Morris, CEO da The Nature Conservancy, indica que as interconexões entre as crises climática e de biodiversidade devem ser refletidas nas estratégias de desenvolvimento e investimento.

Ela conclui que as experiências recentes representam uma base firme para a evolução das iniciativas de proteção ambiental, propondo que as próximas etapas sejam construídas a partir das lições aprendidas na última década.