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August 11, 2026

Cientistas utilizam tubarões para aprimorar previsão de furacões

Na Universidade de Delaware, um grupo de cientistas está explorando uma inovadora estratégia para prever o impacto de furacões, utilizando tubarões como “observadores oceânicos”. Equipados com sensores, esses predadores marinhos fornecerão dados cruciais sobre as condições do oceano, permitindo uma melhor compreensão do comportamento das tempestades antes de chegarem à costa leste dos Estados Unidos.

Os sensores, conhecidos como etiquetas, são responsáveis por monitorar variáveis ambientais do mar, como a condutividade elétrica da água, que se relaciona diretamente com a salinidade, além de temperatura e profundidade. Essas informações são coletadas e transmitidas em quase tempo real à equipe científica, à medida que os tubarões se movem pelas águas.

De acordo com Aaron Carlisle, o principal pesquisador do estudo, “sensores acoplados a animais têm sido utilizados com sucesso por anos em oceanografia, especialmente em elefantes-marinhos, mas os tubarões oferecem um novo potencial devido à sua abundância e acessibilidade”.

Tradicionalmente, a marcação de tubarões se concentrava em rastrear suas rotas migratórias e habitats. No entanto, agora os pesquisadores estão empenhados em identificar espécies que possam fornecer medições mais significativas para os estudos de furacões, dando prioridade àquelas que emergem frequentemente na superfície, facilitando a transmissão de dados para os satélites.

Carlisle acrescenta: “Nosso foco está na camada mista, que é a porção do oceano que pode influenciar diretamente a força dos furacões. Uma camada mais aquecida tende a resultar em ciclones mais intensos, pois é a região que armazena o calor necessário para alimentar essas tempestades”.

Por meio dessa abordagem, os pesquisadores não só aspiram a aprimorar as previsões sobre furacões, mas também a aprofundar a compreensão dos princípios que afetam a formação e a intensidade dessas tempestades devastadoras.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.