Pular para o conteúdo
Comece o dia bem informado! 26 de agosto de 2026

CMN permite renegociação de dívidas rurais com recursos flexíveis

A partir de agora, os produtores rurais contarão com um processo de renegociação de dívidas mais acessível. O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou na segunda-feira (24) uma nova resolução que proporciona maior flexibilidade na utilização dos recursos obrigatórios que instituições financeiras e cooperativas de crédito podem empregar para reduzir ou quitar débitos.

Mudanças na Regulamentação

Desde o final de julho, a Medida Provisória 1.376/2026 entrou em vigor, visando solucionar uma barreira que limitava a atuação das instituições financeiras na renegociação das dívidas rurais. Anteriormente, os recursos eram restritos a negociações apenas com a origem de financiamento correspondente, o que limitava as alternativas para os bancos.

Novos Limites para Uso de Recursos

Agora, as instituições poderão aplicar seus recursos obrigatórios para a amortização ou quitação de dívidas adquiridas por diferentes fontes, exceto aquelas vinculadas a fundos constitucionais. Essa alteração expande as opções de renegociação, possibilitando uma atuação mais abrangente dos bancos.

Teto de 40%

Contudo, essa nova flexibilidade possui um limite: as instituições financeiras poderão destinar até 40% da exigibilidade do ano-safra para as renegociações. Esse teto assegura que uma parte significativa dos recursos permaneça disponível para novos empréstimos aos produtores.

Taxas de Juros Variáveis

As renegociações que ocorrerem sob essa nova modalidade poderão usar recursos não controlados ou livres, com taxas de juros variando entre 5% e 12% ao ano, de acordo com a situação e as perdas apresentadas pelo produtor. Dessa forma, as taxas poderão divergir entre os diferentes produtores, considerando suas circunstâncias individuais.

Incentivo à Participação de Mais Instituições

A nova norma também pode incrementar o número de instituições financeiras que participam das renegociações. Recentemente, o Ministério da Fazenda liberou R$ 25,8 bilhões em limites de equalização para dez instituições, mas agora, outros bancos que não estavam incluídos poderão participar usando seus recursos obrigatórios. Isso é especialmente vantajoso para aqueles que tinham recebido limites de equalização insuficientes para atender à demanda de seus clientes.

Expectativas do Governo

O objetivo central dessa medida é facilitar o processo de renegociação de dívidas, promovendo uma repactuação mais eficaz e abrangente. Ao oferecer mais opções de recursos e ampliar o número de agentes financeiros envolvidos, o governo almeja não apenas ajudar os produtores endividados, mas também assegurar que o sistema financeiro mantenha condições para continuar oferecendo novos créditos rurais.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.