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Comece o dia bem informado! 19 de agosto de 2026

Comércio com Sudeste Asiático deve superar EUA e Europa

Nesta terça-feira (18), em Brasília, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, revelou que o futuro do comércio brasileiro com o Sudeste Asiático é bastante otimista, com a possibilidade de os volumes de negócios superarem os registrados com os Estados Unidos e a União Europeia num futuro próximo.

Durante sua reunião com Kao Kim Hourn, secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), Vieira observou um crescimento exponencial nas transações comerciais, que passaram de US$ 3 bilhões em 2003 para uma previsão de US$ 38 bilhões em 2025, o que representa um aumento de dez vezes.

“Se esse ritmo continuar, conseguiremos ultrapassar os níveis de intercâmbio comerciais com países como EUA e União Europeia em um curto espaço de tempo. Já exportamos mais para Singapura do que para a Alemanha e para nações como Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia em comparação à França”, enfatizou o ministro.

Esse encontro ocorreu em um período em que o Brasil está em busca de diversificar suas exportações, especialmente após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o que gerou novos desafios nas relações comerciais.

Além disso, Vieira enfatizou a intenção do Brasil de se tornar um “parceiro de diálogo” da Asean, uma categoria atualmente reservada a potências como EUA, UE, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coreia do Sul.

“Existem interesses mútuos em fomentar o desenvolvimento sustentável, aumentar os fluxos comerciais e de investimentos, além de fortalecer a colaboração entre os países do Sul Global”, afirmou.

Agenda de cooperação

A visita de Kao Kim Hourn ao Brasil, a convite do governo brasileiro, se estenderá até sexta-feira (21) e inclui uma série de reuniões com ministros, empresários e intelectuais.

Em sua declaração, o secretário-geral da Asean ressaltou a relevância da parceria com o Brasil: “A Asean valoriza enormemente a colaboração com o Brasil. Temos alcançado uma das relações mais dinâmicas e sustentáveis na América Latina”, disse.

Kao Kim também ressaltou as oportunidades de cooperação nas áreas de comércio, investimentos, inovação, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, agricultura, energia renovável e ação climática.

Nos últimos dez anos, os países da Asean vivenciaram um expressivo crescimento econômico, com o Produto Interno Bruto (PIB) alcançando cerca de US$ 4,5 trilhões, em comparação aos US$ 2,5 trilhões de uma década atrás. Com mais de 700 milhões de habitantes, o bloco representa um mercado promissor para futuras colaborações com o Brasil.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.