Ao término do segundo trimestre de 2026, obteve-se que 11 estados brasileiros apresentaram taxas de desemprego inferiores à média nacional de 5,4%. Dentro dessa seleção, cinco se sobressaem, ostentando índices de desocupação abaixo de 3%.
Estados com Menor Desemprego
A seguir, os estados com as menores taxas de desemprego:
- Santa Catarina: 2,1%
- Mato Grosso: 2,2%
- Espírito Santo: 2,3%
- Rondônia: 2,6%
- Mato Grosso do Sul: 2,7%
Desempenho Regional
Outras regiões que também registraram taxas abaixo da média nacional incluem Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4,0%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5,0%). Por outro lado, estados como Paraíba, São Paulo e Rio Grande do Norte mantiveram-se na média de 5,4%. Já Maranhão e Pará apresentaram índices de desemprego superiores, com 6,0% e 6,2%, respectivamente.
Análise do Mercado de Trabalho
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta, através de sua pesquisa, uma queda nas taxas de desemprego no Brasil. A taxa nacional no segundo trimestre foi de 5,4%, uma diminuição em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre deste ano. William Kratochwill, analista da pesquisa, ressalta que a diferença nas taxas de desemprego entre as regiões está ligada ao nível de industrialização e à formação da população.
Kratochwill aponta que “Santa Catarina e a região Sul apresentam resultados muito melhores em comparação aos estados do Norte e Nordeste”.
Entre os estados, 13 conseguiram diminuir suas taxas de desemprego, enquanto os demais permaneceram em níveis estagnados. As maiores reduções foram observadas nos seguintes estados:
- Santa Catarina (-0,6 p.p.)
- Maranhão (-0,9 p.p.)
- Espírito Santo (-0,9 p.p.)
- Mato Grosso (-0,9 p.p.)
- Goiás (-1 p.p.)
- Rondônia (-1 p.p.)
- Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.)
- Minas Gerais (-1,2 p.p.)
- Alagoas (-1,3 p.p.)
- Tocantins (-1,5 p.p.)
- Acre (-1,6 p.p.)
- Paraíba (-1,6 p.p.)
- Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.)
Desemprego de Longa Duração e Desigualdade
O estudo do IBGE também indica que 1,06 milhão de indivíduos encontram-se em situação de desemprego de longa duração, ou seja, em busca de trabalho por mais de dois anos, representando a menor taxa desde o início da série histórica em 2012. Ademais, a desigualdade no desemprego é notória: a taxa entre os homens é de 4,6%, enquanto entre as mulheres chega a 6,4%. Essa disparidade torna-se ainda mais evidente ao analisar os dados por cor, com uma taxa de 6,9% para pretos, 6,1% para pardos e 4,2% para brancos.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
