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Dólar atinge R$ 5,19 com declaração do Fed

A reação do mercado financeiro brasileiro se deu após um discurso impactante de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed). Na última sexta-feira (28), o dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,196, o que representa uma alta de 0,62% em relação à véspera. Esse movimento reflete a crescente expectativa de um aumento nas taxas de juros nos Estados Unidos, especialmente em relação à reunião programada para setembro.

Desempenho do Ibovespa se destaca

Enquanto o câmbio enfrenta pressão, o Ibovespa, principal índice da B3, mantém sua trajetória de valorização. O índice encerrou o dia com 175.664,62 pontos, marcando o oitavo dia consecutivo de ganhos e indicando um aumento de 0,3%. Mesmo diante de incertezas externas, o Ibovespa acumulou uma alta de 2,71% na semana, embora tenha registrado uma queda de 1,31% em agosto, totalizando uma valorização de 9,02% em 2026.

Fatores que influenciam o mercado

O discurso de Warsh durante o simpósio de Jackson Hole, no qual ele mencionou que o Fed ainda enfrenta desafios significativos se a inflação permanecer acima da meta de 2%, causou a alta do dólar. Esse contexto também elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, que ultrapassaram 4,35% para os títulos de dois anos, refletindo as expectativas de uma política monetária mais rígida.

O índice DXY, que analisa o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, também subiu 0,57%, atingindo 99,668 pontos.

O cenário do emprego no Brasil

A situação do emprego no Brasil, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), impacta diretamente as expectativas para a política monetária local. Em julho, o país registrou a criação de 58.568 novas vagas formais, um número abaixo do previsto pelo mercado. Essa situação alimenta as especulações sobre possíveis cortes na Taxa Selic, que o Banco Central espera reduzir em 0,25 ponto percentual, atingindo 13,75% em setembro.

Mercados externos sob pressão

Em Nova York, os índices acionários enfrentaram declínios na última sexta-feira, com o Dow Jones caindo 0,02% e o S&P 500 registrando uma queda de 0,25%. O Nasdaq, que havia se destacado na sessão anterior, caiu 0,52%. A expectativa de uma política monetária mais restritiva do Fed foi um fator determinante para esse recuo, que desencorajou investimentos em ativos de maior risco.