Ao término da segunda-feira (28), o dólar fechou a R$ 5,22, atingindo sua maior cotação em quase seis meses. Esse crescimento é acompanhado por um ambiente de aversão ao risco global, resultado da alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e das tensões nas negociações entre os EUA e o Irã.
O dólar comercial apresentou uma valorização de 0,83% no fechamento, com negociações a R$ 5,226. Na parte da manhã, a moeda já ultrapassara os R$ 5,22. Às 17h04, o índice que avalia o desempenho do dólar frente a outras moedas emergentes também registrou um leve aumento de 0,05%.
Cenário Econômico e Impactos
Nos EUA, os rendimentos dos títulos de 10 anos atingiram 5,2319%, um contraste com a realidade brasileira, onde a incerteza política causada pelas eleições presidenciais gera um clima desfavorável para investimentos de maior risco. Em agosto, o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 5,055 bilhões, enquanto o investimento direto no mesmo período somou US$ 7,396 bilhões.
Conforme a pesquisa semanal do Banco Central, o boletim Focus, a expectativa para o fechamento do dólar ao final de 2026 é de R$ 5,20, ao passo que a projeção de inflação para o mesmo ano elevou-se de 4,92% para 4,99%.
Desempenho do Ibovespa
O índice Ibovespa registrou uma queda de 0,26%, marcando o quarto dia consecutivo em baixa, com um fechamento em 182.991,13 pontos. Durante o pregão, o índice oscilou entre 181.931,36 e 184.094,65 pontos. Apesar das recentes quedas, o Ibovespa acumula uma alta de 3,14% em setembro e 13,57% desde o início do ano.
Fatores como a valorização do petróleo e a incerteza no cenário internacional impactaram o desempenho da bolsa. O S&P 500, principal índice da bolsa americana, caiu 0,77% no mesmo dia.
O Petróleo e as Expectativas Globais
Os preços do petróleo tiveram um resultado positivo, com o barril Brent valorizando 0,40%, alcançando US$ 97,83, e o WTI subindo 0,21%, para US$ 92,60. Contudo, os ganhos diminuíram após a divulgação de possíveis avanços nas negociações entre EUA e Irã, o que pode afetar a oferta global.
Além disso, a Arábia Saudita reativou o seu oleoduto Leste-Oeste, prevendo um fluxo de cerca de 3,5 milhões de barris por dia, o que pode gerar ainda mais impactos nos preços internacionais.
