Pular para o conteúdo
Comece o dia bem informado! 20 de agosto de 2026

Empresário réu por agressão à esposa deve permanecer preso

Ivo Vel Kos, um empresário de 48 anos, foi considerado réu por agredir sua esposa, Giulia Falcão, e permanece sob prisão preventiva, conforme decisão do tribunal. A Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher não aceitou o pedido da defesa para que ele cumprisse pena em regime domiciliar.

A agressão aconteceu no dia 14, em São Paulo, após um jantar em Pinheiros. Durante o trajeto de volta, a discussão começou dentro do carro, onde Ivo ter-lhe agredido com socos. Ao chegarem em casa, a violência escalou; ele usou um taco de beisebol contra Giulia e a ameaçou com um dispositivo de choque elétrico.

Quando Giulia tentou chamar a polícia, Ivo confiscou seu celular e a ameaçou de morte ao perceber que ela tentava deixar a casa. Conseguindo escapar, ela buscou socorro com alguns vizinhos, que acionaram a Polícia Militar.

O exame de corpo de delito apontou lesões superficiais no rosto da dentista, com hematomas e inchaços, além de um ferimento na mão. A denúncia da promotoria se baseou não apenas no relato da vítima, mas também nas evidências colhidas pela polícia e no reconhecimento das agressões por parte de Ivo.

Giulia declarou à promotoria que as agressões não são eventos isolados, relatando um padrão de abusos que envolve ameaças, controle e episódios de estrangulamento.

Em decorrência da gravidade do caso e da ameaça à vida de Giulia, a Justiça impôs medidas protetivas. Entre as determinações, destaca-se a proibição de contato entre o empresário e a vítima, bem como a imposição de uma distância mínima de 300 metros. Também foi assegurado o retorno de Giulia à sua residência, já que os familiares de Ivo haviam trocado as fechaduras, impedindo seu acesso.

A juíza Carla Balestreri, ao avaliar o contexto, enfatizou que a saída de Giulia de sua casa e a perda de seus bens caracterizavam violência psicológica e patrimonial. Sua reintegração ao lar, assim como a devolução de seu carro e pertencimentos foram garantidas. O pedido de prisão domiciliar foi recusado, uma vez que a documentação apresentada não comprovou a necessidade de saúde para uma possível alteração na prisão.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.