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Comece o dia bem informado! 18 de agosto de 2026

Filho de Mãe Bernadete desiste de candidatura na BA

Jurandy Pacífico, o filho da conhecida líder quilombola Mãe Bernadete, tomou a difícil decisão de retirar sua candidatura a deputado federal pela Bahia para este ano, preocupações com sua segurança foram o principal motivo. Ele já havia se manifestado em favor da melhoria das condições de vida nas comunidades quilombolas e fez o anúncio de sua desistência em uma declaração exclusiva. Jurandy mencionou que a pressão intensa causada pela morte de seu irmão, Binho do Quilombo, há três anos, pesou nesse processo de escolha.

Em sua declaração, Jurandy referiu-se ao clima de medo que enfrenta e às orientações familiares: “Por motivo de segurança, pela família, está me orientando para não sair, que eu não posso adentrar todos os lugares. O objetivo de me lançar candidato era mudar a realidade das comunidades quilombolas da Bahia, mas às vezes, é necessário dar um passo para trás para dar dois para frente.”

A formalização da desistência ocorreu por meio de uma carta destinada à Justiça Eleitoral, onde Jurandy descreveu sua escolha como “extremamente difícil e dolorosa”. Ele reafirmou seu compromisso com a luta pelos direitos dos povos quilombolas, mesmo que fora do contexto eleitoral. “A candidatura pode parar, mas a luta continua. Desistir dessa candidatura nunca foi e nunca será desistir da luta por segurança,” declarou.

O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, expressou seu desagrado em relação à decisão de Jurandy e destacou as medidas de segurança oferecidas pela Polícia Militar para proteger ele e sua família. Ele enfatizou a necessidade de garantir que defensores dos direitos humanos não enfrentem ameaças em sua atuação política.

Jurandy Pacífico, o último filho vivo de Mãe Bernadete, cuja trajetória é marcada pela luta pelos direitos das comunidades quilombolas e pela trágica perda de seu irmão, afirmou que após ouvir os conselhos de seus familiares e colegas do movimento, decidiu priorizar sua segurança, avaliando o risco que a candidatura trazia.

“Depois de muita reflexão, compreendi que continuar com a candidatura poderia representar uma exposição ainda maior a riscos que não podem ser ignorados”, concluiu Jurandy.

>> Ouça a cobertura completa na Radioagência Nacional:

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.