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Comece o dia bem informado! 22 de agosto de 2026

Inovação é essencial para enfrentar a crise climática no setor elétrico

Em Brasília, na última quinta-feira (20), líderes do setor elétrico brasileiro reuniram-se para discutir a necessidade de investir em inovação, frente aos desafios cada vez mais significativos trazidos pelas mudanças climáticas. O encontro, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), evidenciou a vulnerabilidade do setor a eventos climáticos extremos.

Talita Porto, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), sublinhou a urgência de modernizar a infraestrutura elétrica para aumentar a resiliência do sistema. Ela anunciou um planejamento de investimento de R$ 5 bilhões em um projeto de pesquisa e inovação, que terá duração de 17 meses, focando no desenvolvimento de ferramentas para uma melhor adaptação às mudanças climáticas.

“O setor, apesar de suas iniciativas, continua muito vulnerável aos impactos físicos e econômicos das variações climáticas”, advertiu Talita, sinalizando que a queda de torres de transmissão tem sérias consequências para toda a cadeia elétrica, desde a geração até o consumo.

Patricia Audi, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), complementou que a rede de transmissão no Brasil precisa ser reestruturada para enfrentar as novas realidades climáticas. Recentemente, ventos de até 140 km/h no Rio de Janeiro e 160 km/h em Ribeirão Preto evidenciaram a inadequação da infraestrutura existente, que foi projetada para suportar ventos de até 80 km/h.

Esses eventos climáticos severos ocorreram no final de julho, no mesmo período em que o El Niño 2026/2027 começou a influenciar as condições climáticas, alterando a circulação atmosférica e causando irregularidades nas chuvas. Marcio Rea, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ressaltou que as análises mostraram que os ventos em Ribeirão Preto apresentaram características de redemoinhos, capazes de derrubar e, em alguns casos, até torcer torres de transmissão, sublinhando a urgência por inovações no setor.

“Não há infraestrutura, nem no Brasil nem no mundo, que consiga suportar tais eventos”, declarou Rea, enfatizando a necessidade de colaboração entre as diversas esferas do setor elétrico para enfrentar as condições adversas que ameaçam a operação e a infraestrutura essenciais para o país. “O El Niño 2026 não é apenas um fenômeno extremo; ele ressalta a urgência em aprimorar nosso planejamento e nossa capacidade de adaptação”, concluiu.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.