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Comece o dia bem informado! 24 de agosto de 2026

Jovens eleitores quilombolas defendem seus ideais no voto

O Brasil se prepara para um aumento na representação política das comunidades quilombolas nas eleições de 4 de outubro, com mais de 188 mil eleitores se identificando como pertencentes a esse grupo. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de quilombolas habilitados para votar cresceu quase duas vezes desde 2024, que contava com 95.409 eleitores.

Primeiras Experiências e Tradições de Voto

A expectativa nas comunidades é palpável. Joaquim Moreira, um agricultor de 87 anos da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Goiás, estará ao lado de sua neta, Thauany Silva, de 16 anos, para testemunhar seu primeiro voto. Com uma longa trajetória de participação eleitoral, Joaquim enfatiza a importância do voto, enquanto Thauany celebra seu direito cívico, tendo ido ao centro da cidade assim que completou a maioridade eleitoral para emitir seu título.

Crescimento do Eleitorado na Região Nordeste

No Nordeste brasileiro, o número de eleitores quilombolas teve um crescimento expressivo, passando de 51.633 em 2024 para 95.901 em 2026. Esta região representa mais da metade do total de quilombolas registrados como eleitores no país, consolidando-se como um verdadeiro bastião de cidadania e participação política.

A Importância da Conscientização Política

Conforme observa a professora Bia Nunes, especialista em comunidades quilombolas, o aumento do eleitorado está ligado ao trabalho de conscientização e à visibilidade que líderes comunitários têm promovido. Esse esforço tem fortalecido a conexão entre as comunidades e as instituições políticas, sublinhando a importância de que os quilombolas reivindiquem políticas públicas que reconheçam seus direitos e territorios.

O ativismo de jovens como Franciele Silva, estudante de direito, exemplifica essa nova postura. Desde cedo, Franciele compreendeu que a participação política é crucial não apenas para sua comunidade, mas também para assegurar um futuro mais sustentável e inclusivo.

Desafios e Oportunidades

Ainda que haja avanços, desafios permanecem. O educador Rafael Costa, da comunidade Mesquita, ressalta a urgência de combater a desinformação e de promover a educação política entre os jovens. Ele acredita que uma população informada e politicamente ativa pode enfrentar suas vulnerabilidades e assegurar seus direitos.

O futuro eleitoral dos quilombolas aparenta ser Promissor, mas requer um empenho contínuo em educar politicamente e discutir a importância do voto na preservação de suas identidades e territórios. Esse engajamento pode ser crucial para uma mudança significativa na representação política e social dessa comunidade.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.