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August 11, 2026

Leilões de petróleo em outubro terão muitas áreas disponíveis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou um anúncio surpreendente ao divulgar que os leilões de exploração de petróleo marcados para o próximo mês terão o maior número de áreas em disputa já registrado.

No dia 7 de outubro, os investidores irão concorrer por 35 blocos, sendo 13 na região do pré-sal e 22 em áreas de concessão. Essa informação foi divulgada pela ANP em um comunicado nesta quinta-feira (6).

A relação das áreas que estarão disponíveis para licitação foi publicada no Diário Oficial da União.

Doze empresas já manifestaram interesse nos 22 setores em concessão, enquanto seis estão interessadas nos 13 blocos que serão leiloados na modalidade de partilha.

Próximas etapas

A ANP também informou que as empresas interessadas têm até 31 de agosto para expressar interesse em outros blocos ou setores, ampliando assim suas chances de participação nos leilões.

Aqueles que não cumprirem com essa data poderão participar da disputa formando consórcios com empresas já habilitadas.

Histórico dos leilões

No leilão do ano anterior, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha alcançou a venda de cinco dos sete blocos disponíveis, gerando um total de aproximadamente R$ 104 bilhões em bônus de assinatura, além de investimentos mínimos projetados de R$ 451,5 milhões na fase de exploração.

O 5º Ciclo da Oferta de Concessão, realizado em junho de 2025, resultou na assinatura de 34 contratos, arrecadando cerca de R$ 989 milhões e estimando-se investimentos mínimos de R$ 1,5 bilhão para a exploração.

Modos de exploração

Desde a sua descoberta há 20 anos, o petróleo do pré-sal se tornou uma das principais riquezas do Brasil, levando à revisão das regras de exploração. O regime de partilha foi adotado em 2010.

Neste regime, a produção excedente é dividida entre a empresa responsável e a União, e o vencedor do leilão é aquele que promete oferecer a maior parte do óleo à União.

No modelo tradicional de concessão, que é utilizado nas demais áreas, a concessionária assume todos os riscos e, caso encontre petróleo, tem os direitos sobre a produção, além de pagar royalties e uma taxa especial ao governo.

A criação da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), que atua em nome da União na comercialização do petróleo extraído, representa um aspecto importante desse novo regime.

O Polígono do Pré-Sal, que se estende ao longo do litoral do Sudeste, abriga os mais significativos campos de produção, e, de acordo com os dados mais recentes da ANP, em junho de 2026, esses campos respondiam por 82% da produção total de petróleo e gás no Brasil.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.