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Mendonça revela sigilo de quase 40 processos no STF

Em 11 de setembro de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu tornar públicos 39 processos que estavam sob segredo de justiça. Essa ação foi parcialmente motivada por um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), que requereu a abertura de 18 desses processos.

Esses casos abrangem investigações, petições e assuntos que envolvem políticos e empresários, além de várias apurações realizadas pelo STF.

Segundo Mendonça, os documentos que agora estão disponíveis para consulta pública não estão relacionados à sessão extraordinária agendada para 15 de setembro, onde será discutida a possibilidade de investigar o ministro Alexandre de Moraes por uma suposta conexão com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

Além dos 18 processos solicitados pela PGR, o ministro decidiu também liberar o sigilo de mais 21, que incluem os Inquéritos 5.050 e 5.070, assim como diversas petições adicionais.

Entre os processos tornados públicos está a Petição 16.369, que investiga o filme Dark Horse. Essa investigação levanta suspeitas sobre possíveis irregularidades nos recursos relacionados à produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Outra petição importante liberada é a 15.873, que investiga a Operação Compliance Zero. Este processo examina a suposta influência de Ciro Nogueira em favor de Vorcaro, com indícios de que Nogueira teria recebido benefícios indevidos.

As Petições 16.210 e 16.229, que também foram liberadas, estão relacionadas a investigações sobre Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-parceiro de Vorcaro, no contexto da 9ª fase da Operação Compliance Zero.

Mais cedo, Mendonça informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que todos os processos pertinentes ao julgamento do caso Master foram disponibilizados, em resposta a uma crítica sobre “seletividade” nas liberações feita pelo ministro Alexandre de Moraes. Desta forma, o sigilo elevado agora se aplica aos processos que não haviam sido abertos anteriormente por Mendonça.