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Comece o dia bem informado! 20 de agosto de 2026

Nova classificação de riscos de desastres em áreas urbanas

Nova versão do manual oferece atualização de classificação de riscos urbanos

O manual Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos foi atualizado pela primeira vez em quase 20 anos, confirmando sua importância para a gestão de riscos nas cidades brasileiras. A nova edição foi lançada oficialmente na quarta-feira (19) e pode ser acessada gratuitamente em formato digital.

Rodolfo Moura, diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades, destacou que a atualização foi motivada pelo uso frequente do documento por técnicos e gestores municipais, que perceberam a necessidade de melhorias nos conceitos, especialmente diante da urgência climática e da possível chegada de um super El Niño.

“A antecipação do lançamento atende a essa demanda. O manual pode se tornar uma ferramenta essencial para identificar áreas críticas e a população vulnerável”, declarou.

Entre as novidades da edição está a inclusão de tecnologias modernas na gestão de riscos, além de uma nova classificação, que abrange níveis médio, alto e muito alto, eliminando a consideração de riscos baixos ou inexistentes, conforme afirmou Moura.

A atualização também abrange conceitos atuais, como a identificação de setores vulneráveis a riscos hidrológicos — incluindo inundações, enchentes e enxurradas — e descreve fenômenos erosivos, como o rolamento de rochas, que ocorrem especialmente na região Norte do Brasil.

O manual desempenha um papel crucial na capacitação dos municípios para mapear áreas de risco, permitindo a elaboração de estratégias para a redução de riscos. Tais ações têm o potencial de deslocar milhares de pessoas de áreas suscetíveis a deslizamentos, alagamentos e enxurradas.

De acordo com um levantamento da Casa Civil feito em 2024, 1.942 municípios estão em risco de deslizamentos e inundações, afetando aproximadamente 9 milhões de brasileiros. Moura ressaltou que adotar as diretrizes do manual é vital para enfrentar esses desafios, como a antecipação e identificação de riscos, além de reforçar a resiliência urbana.

“Com os mapas e planos para a redução de risco, municípios e estados podem obter recursos destinados a essas intervenções”,finalizou.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.