No início de 2026, a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro (OABRJ), recebeu mais de 2 mil denúncias sobre o golpe do falso advogado, motivando uma campanha de conscientização mais intensa.
O foco dessa campanha é educar a população sobre as táticas e os riscos associados a esses estelionatários, além de oferecer orientações para impedir novas vitimamizações. Em julho de 2026, a Corregedoria da OABRJ já tinha registrado esse grande número de ocorrências no estado.
A presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, enfatizou a necessidade de desconfiar de qualquer pedido financeiro que chegue por meio de contatos desconhecidos. “Um pedido vindo de um suposto advogado não deve ser considerado autêntico sem verificação. É crucial não realizar pagamentos sem confirmar a origem do pedido”, advertiu.
Para dar visibilidade à campanha, a seccional distribuía cartilhas informativas na estação Carioca do Metrô. Elaborado em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Educação Jurídica (Ibrapej), o material destaca características do golpe, sinais de alerta e formas de prevenção, além de fornecer informações sobre como fazer denúncias.
A subcorregedora da OABRJ, Kátia Rubinstein Tavares, alertou que os golpistas costumam se passar por advogados legítimos, muitas vezes fornecendo dados errôneos e enganando cidadãos que esperam resultados em seus processos. “É essencial que as pessoas relatem esse tipo de crime”, enfatizou.
“Envie um e-mail para [email protected] para registrar uma denúncia. Precisamos reforçar continuamente nosso combate a esse crime”, solicitou Tavares.
A presidente da Comissão Especial de Combate ao Golpe do Falso Advogado, Luciana Pires, também alertou sobre o acesso que os golpistas têm às informações judiciais. “Como os processos são públicos, indivíduos mal-intencionados podem se aproveitar da vulnerabilidade dos cidadãos para pedir dinheiro”, esclareceu.
Dentre as ações que a OABRJ já adotou para combater essa situação, foram enviados requerimentos ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Esses requerimentos visam limitar o acesso a informações processuais, restringindo filtros na consulta a processos. Ademais, a OABRJ tem incentivado advogados a apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 4.709/2025, que busca criminalizar essa prática ilegal.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
