Conforme informações divulgadas pela mídia estatal iraniana no último domingo (4), o Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo e gás natural, não será reaberto até que o Irã tenha suas sete condições atendidas, conforme um acordo provisório com os Estados Unidos. Essa declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf.
Durante a Assembleia Geral da ONU, o Irã expressou disposição para reabrir essa importante rota marítima em até uma semana, caso suas condições sejam respeitadas. Na semana anterior, os Estados Unidos haviam enviado uma resposta à proposta por meio de mediadores do Catar.
“A República Islâmica é clara em sua posição: não haverá reabertura do Estreito de Ormuz enquanto nossas sete condições, que se baseiam no Memorando de Entendimento de Islamabad, não forem cumpridas”, enfatizou Qalibaf, que também desempenha o papel de principal negociador nas negociações.
Qalibaf destacou a necessidade de os Estados Unidos compreenderem que “o tempo para prolongar o processo diplomático e impor exigências unilaterais chegou ao fim”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, apontou que Teerã já havia mencionado suas posições gerais nas conversas com os EUA, mas ainda existem detalhes adicionais a serem discutidos.
“As propostas apresentadas pelos EUA estão em linha com suas posições anteriores, especialmente em relação à questão nuclear. Reiteramos que nosso foco agora reside no Estreito de Ormuz e que garantir a segurança nesta área demanda ações concretas dos americanos”, afirmou Baghaei.
Além disso, Baghaei negou que o Irã tenha oferecido inspeções em suas instalações nucleares à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em troca de alívio nas sanções norte-americanas, ressaltando que não houve início de negociações nucleares com Washington até o presente momento.
Fontes que acompanham as discussões revelam que o documento atualmente em análise propõe um período de sete dias destinado a construir confiança entre as partes, visando avançar em uma versão revisada do acordo anteriormente estabelecido em junho, que incluiria medidas específicas relacionadas ao programa nuclear iraniano.
A principal controvérsia reside na sequência das ações que devem ser tomadas, e não nos elementos do acordo em si. Enquanto isso, o Catar atua como intermediário nas comunicações entre os Estados Unidos e o Irã, buscando resolver o impasse e reabrir o essencial Estreito de Ormuz, que, antes do início do conflito em fevereiro, era responsável por cerca de 20% do petróleo e gás liquefeito do mundo.
