No primeiro semestre de 2026, a Petrobras obteve destaque ao registrar a maior margem de lucro entre as gigantes do setor, como Saudi Aramco, ExxonMobil e Chevron. De acordo com um estudo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a estatal brasileira conseguiu uma margem de 29,15% em suas atividades, alcançando essa posição pela primeira vez.
Resultados financeiros impressionantes
Coordenado pelo economista Cloviomar Cararine do Dieese, o levantamento destacou um lucro expressivo de R$ 85,1 bilhões para a Petrobras nesse período. Essa performance notável é atribuída à eficiência operacional da empresa, ao aumento na produção e à elevação dos preços do petróleo impulsionados por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Comparativo de margens de lucro
O ranking das principais petroleiras baseado na margem de lucro ficou da seguinte forma:
- Petrobras: 29,15%
- Saudi Aramco: 25,48%
- Chevron: 18,01%
- ExxonMobil: 16,33%
- BP: 14,83%
- Equinor: 12,84%
- Shell: 9,94%
- TotalEnergies: 9,44%
Lucros em comparação com outras empresas
Em termos de lucro líquido em dólares, a Petrobras figurou na terceira posição, conforme a análise apresentada. Os números dos lucros são:
- Saudi Aramco: US$ 65,4 bilhões
- ExxonMobil: US$ 18,7 bilhões
- Petrobras: US$ 16,6 bilhões
- Shell: US$ 15,5 bilhões
- Chevron: US$ 14,3 bilhões
- TotalEnergies: US$ 11,8 bilhões
- BP: US$ 9,5 bilhões
- Equinor: US$ 7,9 bilhões
- ConocoPhillips: US$ 6,1 bilhões
Fatores que impulsionam a eficiência
De acordo com Cararine, a Petrobras alcançou esse desempenho excepcional devido a vários fatores, como o incremento da produção para 3,34 milhões de barris de petróleo equivalente por dia e a otimização de suas operações. Em um marco significativo, cerca de 30% da produção foi destinada à exportação.
A empresa ainda registrou um Fator de Utilização (FUT) nas refinarias de 101,2%, evidenciando uma operação que supera a capacidade nominal.
