O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o relatório da Polícia Federal (PF), que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral Paulo Gonet.
A quebra de sigilo do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e alvo da Operação Compliance Zero, forneceu essas informações. O sigilo do relatório foi levantado na última terça-feira (1°).
A Polícia Federal aponta que Vorcaro mantinha conversas com um contato identificado como Moraes. Muitas dessas mensagens, no entanto, foram excluídas, já que o contato utilizava um aplicativo que permite mensagens efêmeras e anotações temporárias, dificultando assim a recuperação dos dados.
Entre as mensagens recuperadas, uma se destaca na qual Vorcaro informou ao contato, supostamente Moraes, que estava “tentando antecipar os investigadores”. Essa comunicação teria ocorrido em 17 de novembro de 2025.
Referente a Paulo Gonet, ele é mencionado de forma indireta através de interações de Vorcaro. Em uma troca de mensagens de 2024, um interlocutor chamado Ciro Soares afirmou que “Gonet é firme”.
Investigações Adicionais
O relatório da PF faz alusão também a Andrei Passos, que ocupa o cargo de diretor-geral da corporação. Embora seu nome não esteja nos contatos de Vorcaro, ele foi citado em uma conversa ocorrida entre o ex-banqueiro e o ex-deputado Fábio Faria em abril de 2024.
Nessa comunicação, Faria questiona Vorcaro sobre a possibilidade de convidar Andrei para um evento em Londres, seguindo a menção de uma secretária associada ao diretor-geral que entrou em contato com a organização do evento para discutir detalhes logísticos da viagem.
(Matéria em atualização)
