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Comece o dia bem informado! 16 de agosto de 2026

Plantas extintas há 30 anos são reavistadas por pesquisadores

Em um projeto voltado à conservação, pesquisadores redescobrem espécies raras no Quadrilátero Ferrífero.

Descobertas Incríveis

Uma equipe de pesquisadores fez uma revelação impressionante ao reencontrar plantas que estavam consideradas extintas há mais de 30 anos. Essas espécies foram localizadas nas áreas protegidas da Vale, dentro do Projeto de Conservação de Espécies Raras e Endêmicas, que faz parte da Rede Propagar, na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.

Espécies Redescobertas

Entre as espécies avistadas estão a Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena, comumente conhecidas como “sempre-vivas” ou “chuveirinho”. Essas plantas, típicas das montanhas de Minas Gerais, têm flores que mantêm sua estética mesmo em estado seco. A doutora em biologia vegetal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Laís Zeferino, mencionou que algumas dessas espécies não eram avistadas há mais de um século e eram vistas como quase extintas.

Importância dos Achados

A preservação dessas espécies endêmicas é vital para a biodiversidade local, pois elas conseguem resistir a condições adversas de temperatura e umidade. A engenheira agrônoma da Rede Propagar, Patrícia Favoreto Renci, ressaltou o potencial dessas plantas em áreas como genética, biotecnologia e farmacologia, além de seu papel fundamental na conservação dos ecossistemas.

Ambiente Natural

A Paepalanthus magalhaesii, que se assemelha a um pompom, é uma planta rasteira endêmica do Quadrilátero Ferrífero. Recentemente, ela foi encontrada nas áreas protegidas conhecidas como Capanema, Capivari I, Capivari II e Cata Branca, que estão entre as cidades de Itabirito, Rio Acima e Ouro Preto. Por sua vez, a Coracoralina amoena é uma planta rara que se adapta a ambientes rochosos, onde a água é escassa.

Futuras Pesquisas

Todo o material coletado pelos cientistas será submetido a sequenciamento genético em laboratórios da Rede Propagar. Ana Cristina Amoroso, especialista em campo rupestre da Vale, afirmou que reintroduzir essas plantas na natureza é essencial para a conservação do ecossistema local, especialmente em face das pressões provocadas por atividades humanas e mudanças climáticas.

Compromisso com a Preservação

Patrícia enfatizou que a principal finalidade do projeto é proteger a biodiversidade do Quadrilátero Ferrífero, que abriga mais de 30% das espécies exclusivas da área. A preservação das plantas é crucial para manter a integridade ecológica da região.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.