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Comece o dia bem informado! 22 de agosto de 2026

Proteção da pesca e aquicultura frente aos efeitos do El Niño

Desde junho, o fenômeno climático conhecido como El Niño permanece ativo, com previsão de continuidade até março de 2027. Já são perceptíveis os efeitos dessa situação, pois regiões como o Norte e Nordeste do Brasil enfrentam secas e calor intenso, enquanto os estados do Sul enfrentam chuvas torrenciais e frio extremo.

O El Niño é definido pelo aumento das temperaturas na superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical, o que provoca mudanças na circulação atmosférica e resulta em padrões de chuva irregulares. Esse fenômeno impacta diretamente atividades como a pesca e a aquicultura, que são altamente sensíveis às variações no regime de precipitações.

A escassez de chuvas reduz os níveis dos rios, dificultando a navegação, a reprodução das espécies e o fornecimento de água, além de prejudicar o acesso das comunidades. Por outro lado, chuvas excessivas criam condições propensas a enchentes, causando danos às estruturas produtivas do setor.

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) ressalta que um planejamento cuidadoso e a coleta ativa de informações são essenciais para que pescadores e aquicultores consigam lidar com esses desafios. O ministério enfatiza a importância da colaboração entre diferentes setores, incluindo meio ambiente, saúde e Defesa Civil, para melhorar o monitoramento dos fenômenos climáticos e a comunicação com as populações afetadas.

Recomendações para os Produtores

Nos próximos meses, o MPA recomenda que os profissionais envolvidos na pesca e aquicultura:

  • Fiquem atentos às informações meteorológicas e hidrológicas oficiais;
  • Estabeleçam uma rede de comunicação com outros pescadores, aquicultores, associações e cooperativas;
  • Acompanhem as condições da água, como temperatura e níveis de oxigênio em tanques e reservatórios.

Conhecer as características de suas áreas de atuação é fundamental para antecipar riscos e aumentar a capacidade de resposta das comunidades locais.

Em situações de danos nas estruturas produtivas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios ou perda de peixes, é fundamental que os envolvidos reportem essas situações pelo canal Fala.BR. O MPA reitera que essas informações são cruciais para avaliar os impactos e direcionar as solicitações aos órgãos competentes.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.