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São Paulo tem um idoso para cada criança até 15 anos

A Fundação Seade fez uma revelação importante sobre a demografia do estado de São Paulo: a quantidade de idosos agora supera a de crianças e adolescentes. A pesquisa de 2025 revela que, para cada 100 pessoas com menos de 15 anos, existem 101 indivíduos com 60 anos ou mais.

Nas últimas décadas, a transição demográfica tem ocorrido de forma acelerada, com um aumento de 8,7 vezes no índice de envelhecimento desde 1950. Essa mudança é resultado de profundas alterações nas taxas de fecundidade e na expectativa de vida da população.

Entre os anos de 2000 e 2025, a proporção de jovens em relação aos idosos começou em 34,1 e passou a ser de 101. Esse dado ilustra uma transformação significativa na estrutura etária do estado, que anteriormente apresentava uma pirâmide etária mais larga na base, repleta de crianças, e agora exibe um formato mais estreito, com uma redução no número de jovens e um crescente aumento de idosos.

Lucia Yazaki, porta-voz da Seade, esclarece que as mudanças nas taxas de fecundidade e o aumento da expectativa de vida são os principais fatores que justificam essa nova realidade. “A fecundidade em São Paulo atualmente é de 1,5 filhos por mulher, um grande recuo em comparação à média de quatro filhos por mulher que tínhamos no século XX”, destaca.

A iminente chegada da geração X à terceira idade, que inclui 549 mil novos idosos, acrescenta mais um elemento a essa dinâmica. Este grupo representa 6,6% da população idosa, somando-se aos cerca de 9,2 milhões de habitantes que estão entre 45 e 60 anos.

A especialista enfatiza que o aumento da população idosa exige uma atenção redobrada em políticas públicas focadas em saúde, previdência, lazer e infraestrutura, para atender as necessidades específicas desse segmento etário.

Ademais, a pesquisa identificou variações regionais significativas dentro do estado. Enquanto áreas do sul, como Registro e Itapeva, têm os menores índices de envelhecimento (93 idosos para cada 100 jovens), regiões do norte e noroeste, como Araçatuba, apresentam uma relação de 120 idosos para cada 100 jovens.

Essas diferenças são impulsionadas por fatores locais que incluem não apenas fecundidade e mortalidade, mas também as condições socioeconômicas das comunidades. Porém, a tendência de envelhecimento da população se afirma em todo o estado, independentemente da localização.